Os presidentes e representantes de cada partido que compõem a base aliada da oposição se reuniram ontem para traçar estratégias de mobilização “em prol do resgate da moralidade e da transparência nos processos da governança municipal”. De acordo com o presidente do PSDB, Luiz Cláudio Campos, os participantes elaboraram uma carta, que será divulgada pelos partidos, pedindo o retorno do compromisso pela ética na política e conclamando a população Uberaba a se unir em uma cruzada contra a corrupção. “Está na hora de rechaçar veementemente quaisquer condutas e atitudes dos governantes que possam continuar prejudicando o nosso povo e denegrindo a imagem da nossa cidade. Confiamos no papel do Poder Judiciário e no Ministério Público, que estão apurando delitos praticados pelo atual governo de Uberaba, e acreditamos que todos terão uma punição exemplar”, disse o tucano. Segundo Campos, Uberaba está em toda a mídia nacional, sendo exposta de maneira negativa devido aos inúmeros escândalos protagonizados pelo atual mandatário da cidade. Ele disse ainda que a carta prega o início de uma mobilização onde os partidos de oposição “têm como o objetivo virar a triste e vergonhosa página da história da cidade, sob pena de ver jogados no lixo os referenciais éticos cultuados e praticados pelo povo uberabense”. Progresso. Nem os trabalhos desenvolvidos na área econômica da cidade foram poupados. No documento, os adversários do prefeito Anderson Adauto destacam que o “progresso que tanto se alardeia, o qual sabemos ser decorrente das negociatas levadas a cabo com o único fim de proporcionar o aparelhamento do dinheiro público e o enriquecimento ilícito dos políticos desonestos e dos falsos empresários, é, na verdade, a própria negação do desenvolvimento que tanto almejamos e merecemos”. Ao final da carta, os representantes partidários afirmam que o bom político deve ser honesto e que o “resto é empulhação e acinte inaceitáveis no atual estado de direito que esperamos poder ver continuar reinando neste país”. O documento tem a assinatura de Alaor Carlos de Oliveira Júnior (PPS), Antenor Santarelli Zuliani (PTB), Antonio Alberto Stacciarini (DEM), Carlos Antonio Catapretta Júnior (PTC), Carlos Sampaio Nogueira (PV), José Maurício de Sá (PMN), Luiz Cláudio Reis Campos (PSDB), Luiz Roberto Gomes da Silva (PDT), Miguel Abdanur (PHS), Ricardo Luís (PSDC), Ricardo Saud (PP), Rogério Carlos Santos de Pádua (PTdoB) e Ronaldo Martins Rocha (PRB).