Foto/Arquivo JM
Na foto, manifestação realizada em maio de 2019, na Praça Pôr do Sol em Uberaba
Manifestações pró-Bolsonaro, previstas para este 07 de setembro, foram planejadas com antecedência, de acordo com a organização. Em entrevista à Rádio JM, Ricardo Telles, um dos coordenadores, explicou a logística dos atos. Serão três ações, porém interligadas. A previsão, segundo Ricardo, é que se reúna cerca de 10 mil pessoas. Contudo diz que a organização está preparada para receber número maior.
"Esse ano será um pouco diferente do que o pessoal já acompanhou noutros momentos. Antes saíamos do Uberabão e íamos para a Praça dos Correios, na Fidelis Reis e ali fazíamos o ato. Agora nós temos o pessoal das motociatas e há também o pessoal que sempre se reúne na [praça] Pôr do Sol e que pediu que prevalecesse o movimento, para que os participantes agregassem com a gente no final em uma união só na Fidelis Reis. Assim foi feito", explicou Ricardo.
Trajetos
Desta forma, serão 3 concentrações, por volta de 9h30, no Parque das Barrigudas, na praça Pôr do Sol e no Uberabão. Nas Barrigudas se reunirão as motos, carros e caminhões. No Uberabão os pedestres. E na Pôr do Sol, os carros. As motos, por volta das 10h, vão sair das Barrigudas e pela rua Cândida Mendonça Bilharinho seguem até a praça Pôr do sol e quando chegarem lá irão se unir aos participantes concentrados ali. Aí o grupo com carros, motos e caminhões, descerá pela Santos Dummont, sentido Leopoldino de Oliveira.
Próximo ao Habibs, será o encontro. A estimativa é que as pessoas, que vão ter descido do Uberabão, irão se reunir com o restante dos apoiadores do presidente. Conforme Ricardo, já na Leopoldino, como ela é dividida, a ideia é colocar a população a pé de um lado e os carros no outro. Depois, os manifestantes sobem para o fechamento das ações na Fidelis Reis, na altura da rua Padre Zeferino.
Em relação aos caminhões, eles não seguem para o encerramento na Fidelis. Os veículos pesados irão aguardar as motos saírem das Barrigudas e vão seguir para a BR-050, próximo ao posto da Uberdiesel, onde irão se dividir nas laterais da pista, sem obstruir o trânsito.
Quanto ao estacionamento dos carros, “não poderá parar na Fidélis Reis, porque o manifestante que for para lá e parar o seu carro e sua moto, só irá sair na hora que acabar a manifestação. Então, nós estamos aconselhando para parar na João Pinheiro, Arthur Machado ou na continuação da Fidélis Reis”, explicou Ricardo.
Todos os carros de som que foram contratados para acompanhar o movimento estarão com ligação via bluetooth para sincronizar o som, com hinos e demais mensagens. Haverá os discursos de encerramento. As ruas irão ser reabertas assim que os manifestantes passarem.
Segurança
Ricardo reforçou que a segurança foi um ponto muito debatido em reuniões com a Guarda Municipal e Polícia Militar, para que a manifestação seja ordeira e pacífica e não ocorra incidentes. Também foram contratados banheiros químicos e a Codau cedeu o carro de água. Quanto à pandemia, para evitar a disseminação do coronavírus, o uso de máscara será obrigatório. “Nós estamos exigindo o uso de máscaras, todo anúncio que fizemos estamos faland ‘Olha estamos em uma pandemia, apesar de ser em área aberta, que ventila e que a propagação do vírus é menor do que em local fechado, estamos exigindo o uso de máscara’”. Ainda conforme Ricardo, também foram adquiridas máscaras, caso haja necessidade de distribuir.
Discurso
No país, os mais entusiasmados citam o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF). Questionado sobre este ponto, Ricardo afirmou que houve orientações para que discursos antidemocráticos sejam evitados. “Com a reunião que nós fizemos com os organizadores, nós falamos: ‘Gente, pelo amor de Deus, vamos orientar o pessoal a não pedir o fim do STF’. Isso não existe, como você pede o fim de uma instituição? Você pode pedir a troca de algum ministro, em um processo democrático, dentro da Lei, mas o fim do STF não existe, também não pode pedir o fim do Congresso. Não se pode solicitar AI-5, isso é coisa do passado, vamos trabalhar e mostrar que estamos insatisfeitos com o que está acontecendo”. Ricardo finalizou que o intuito é que o país “volte à normalidade". “Estamos caminhando para o fim da pandemia e é hora de recuperar o que perdemos”.