Após liminar determinando a retirada de outdoors com críticas ao governo municipal, alguns painéis já estavam sem a propaganda de Samir
Após liminar determinando a retirada de outdoors com críticas ao governo municipal, alguns painéis já estavam sem a propaganda assinada pelo vereador Samir Cecílio (PSDB) na manhã de ontem. Na terça-feira (22), a Justiça Eleitoral deu prazo de 48 horas para suspender a veiculação do material que traz a foto de uma pessoa com nariz de palhaço e cobra respostas da Prefeitura para reivindicações feitas pelo parlamentar.
Conforme apurou a reportagem do Jornal da Manhã, a mensagem foi retirada de dois outdoors, um na avenida Lucas Borges e outro na avenida Gabriela Castro Cunha. Por outro lado, a propaganda continuava exposta em outdoors nas avenidas Dona Maria Santana Borges e Guilherme Ferreira.
A ação judicial para barrar outdoors do vereador tucano foi encabeçada pelo PMDB Uberaba, sigla que abriga o prefeito Paulo Piau. Na denúncia, o partido alegou que Samir é pré-candidato a prefeito e estaria veiculando propagandas irregulares com informações inverídicas de cunho eleitoral contra o Piau.
O vereador continua fora da cidade e não foi localizado ontem para falar sobre o assunto. No entanto, o presidente do PSDB, Karim Abud Mauad, explicou que Samir não foi notificado da determinação e, por isso, o prazo para a retirada do material ainda não está valendo. “Não há desrespeito à lei e nem descumprimento”, salienta. Karim esclarece que a propaganda foi retirada de alguns outdoors não por causa da liminar, mas sim porque os painéis estavam alugados previamente para outras empresas a partir de sábado.
O tucano alega que não houve qualquer intenção eleitoreira no material, pois a ação não partiu do PSDB. Segundo ele, o parlamentar tem direito de questionar e a tentativa de barrar a circulação da mensagem é uma “violência à democracia”. Com isso, o presidente do PSDB adianta que Samir deverá contestar a determinação judicial e manter a propaganda em circulação. “Imagino que deve haver recurso natural da assessoria jurídica do vereador”, salienta.
Outro lado. Questionado, Piau considerou a propaganda um ato de infelicidade do vereador. Além disso, o peemedebista argumentou que antecipar o processo eleitoral é prestar um desserviço à população, pois o próprio Congresso Nacional aprovou regras que adiam a definição sobre as candidaturas para março do próximo ano. “Até março, não há por que falar de eleição. Quem antecipa está prestando desserviço [...] Acho que foi ato de infelicidade do autor”, conclui.