POLÍTICA

Palácio da Alvorada tem proliferação de ratos

Os roedores circulam pelos jardins e banheiros da residência do presidente

Publicado em 27/04/2020 às 15:27Atualizado em 18/12/2022 às 05:54
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À medida em que os admiradores e apoiadores de Jair Bolsonaro diminuem na entrada do Palácio da Alvorada, a residência oficial do presidente da República tem recebido novos visitantes. Desde o início de abril, ratos têm se proliferado no entorno do palácio do governo em busca de restos de comida.

Os roedores eram raridade no local. Agora passeiam livremente nos jardins, banheiros e bancos localizados na entrada principal da residência oficial. Nesse local, diariamente, o presidente cumprimenta simpatizantes e concede entrevistas aos veículos de imprensa.

Na semana passada, um dos roedores quase subiu no pé de um repórter televisivo enquanto ele gravava uma matéria. Outra façanha dos visitantes atuais também aconteceu na semana passada, quando um outro rato se aproximou de um jornalista e acabou assustando uma turista, que aguardava para fazer uma fotografia com Bolsonaro.

A Secretaria Geral, pasta responsável pela administração do patrimônio da Presidência da República, informou que, neste ano, foi feita uma desratização, no final de janeiro. Após o questionamento da reportagem, uma nova foi realizada na quinta-feira (23). Segundo o governo, ela “já estava programada”. De acordo com a pasta, as dedetizações são feitas todo trimestre e podem ser reforçadas no caso do aparecimento de roedores. PRAGAS

Não é a primeira vez que o Poder Executivo é invadido por pragas urbanas. Em 2017, durante o mandato de Michel Temer, o Palácio do Planalto enfrentou uma infestação de baratas.

Elas ocupavam os suportes de energia elétrica próximo à galeria de retratos dos presidentes, no andar térreo, e chegaram a subir em jornalistas e servidores.

Em 2011, no governo Dilma Rousseff, foi a vez de o então Ministério das Cidades, hoje incorporado ao Ministério do Desenvolvimento Regional, enfrentar problemas com baratas.

Em um despacho interno, um assessor especial do então ministro Mário Negromonte solicitou uma dedetização urgente. Segundo ele, os insetos passeavam de maneira “tranquila” e “impune” por objetos e pessoas. A presença de baratas chamou a atenção do ministro, que vinha “dividindo com elas diuturna, democrática e insalubremente o ambiente”.

Em 2005, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, ratos, baratas e formigas invadiram também o Palácio do Planalto após uma dedetização na área externa.

*Com informações da Folha de S.Paulo e o jornal O Tempo

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