Para o prefeito Anderson Adauto, um grupo pequeno trabalha contra a decisão tomada pela maioria do Diretório Municipal do PMDB
Prefeito Anderson Adauto reagiu imediatamente a respeito da deliberação tomada pela Executiva Municipal. Para ele, um grupo pequeno trabalha contra a decisão tomada pela maioria do Diretório Municipal do PMDB, que, contrária à intervenção partidária, buscou restabelecer seus direitos partidários na Justiça.
De acordo com o prefeito, a Executiva está agindo ilegitimamente contra os interesses partidários, visto que a decisão de acatar ou não a intervenção cabe ao Diretório Municipal do PMDB. “Nem tudo a Executiva pode. O diretório é a instância máxima do partido, inclusive é ele que elege a Executiva. A intervenção não foi sobre a Executiva, mas sobre o diretório, que legitimamente buscou o Judiciário para retomar suas prerrogativas”, avaliou o prefeito.
AA também reconheceu estar cansado da judicialização do processo de definição do candidato peemedebista. Conforme ressalta, os adversários estão no campo oposto do PMDB. “Mas estamos nos tornando adversários dentro do próprio PMDB”, completou.
De acordo com a assessoria jurídica do prefeito, o deputado Paulo Piau e o secretário-geral João Caldas não poderiam votar, visto que foram expulsos do partido em decisão unânime tomada na sexta-feira passada pelo Diretório Municipal. As expulsões já foram formalizadas na Justiça Eleitoral e no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TRE-MG).
No lugar deles deveriam ter sido convocados para a deliberação os suplentes João Adalberto de Andrade e Luiz Flávio Mesquita. Ambos já se manifestaram contrários à intervenção e se tivessem participado da reunião, a votação teria um resultado favorável ao não-acatamento da medida tomada pela Executiva Estadual.