A medida é para impedir que os parlamentares possam barrar a saída da União Europeia
Fotos/Victoria Jones/AP
Uma manobra radical foi firmada nesta quarta-feira (28) entre a rainha Elizabeth II, do Reino Unido, e primeiro-ministro Boris Johnson. A rainha aceitou o pedido do para prorrogar a volta do Parlamento britânico. A suspensão começa a valer entre os dias 9 e 12 de setembro e acaba em 14 de outubro.
Johnson fez isso porque o dia 31 de outubro é a data limite para o Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia. O premiê quer que ele aconteça mesmo sem um acordo com os europeus, mas tem receio de que o Parlamento impedisse que isso acontecesse.
O presidente da Câmara dos Comuns, John Bercow, considerou a prorrogação de “um ultraje constitucional”. “É óbvio que o objetivo da prorrogação seria impedir o Parlamento de debater o Brexit e cumprir seu dever", disse. O conservador Dominic Grieve chamou a iniciativa de "ato escandaloso".
O plano de Johnson é “um escândalo e uma ameaça à democracia”, disse o principal opositor do governo, o líder trabalhista Jeremy Corbyn. O líder da oposição chegou a pedir um encontro com a rainha, de acordo com fontes ouvidas pela agência Reuters.
O primeiro-ministro disse que não queria esperar até depois do Brexit para "continuar com os planos para levar o país adiante" e afirmou que ainda haveria "tempo suficiente" para os parlamentares debaterem a separação da União Europeia.
*Com informações do G1