Atendimentos relacionados a clínica cirúrgica, cirurgia geral de média complexidade e cirurgias de ortopedia serão mantidos
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Hospital Regional não fechará por falta de recursos, mas passará por reestruturação assistencial já a partir deste mês
Secretaria Municipal de Saúde nega fechamento do Hospital Regional por falta de recursos financeiros, mas anuncia reestruturação assistencial a partir deste mês para reequilibrar despesas. Em nota, a pasta informa que o HR continuará com atendimentos em clínica cirúrgica, cirurgia geral de média complexidade e cirurgias de ortopedia. Porém, as atividades de clínica médica serão remanejadas para outros hospitais.
O texto não explica como o remanejamento da clínica médica acontecerá a partir de agora. A reportagem do Jornal da Manhã também não conseguiu falar com o titular da pasta, Iraci Neto, para esclarecer como a mudança será realizada, já que, até setembro do ano passado, de 1.600 internações no hospital, 1.105 foram da área de clínica médica.
A nota distribuída pela assessoria de imprensa da Prefeitura informa apenas que as mudanças já foram discutidas e aprovadas pelo conselho gestor do Hospital Regional e organizadas com os hospitais que absorverão as demandas de clínica médica, principalmente oriundas das Unidades de Pronto-Atendimento.
Segundo o texto, a expectativa é manter no Hospital Regional em torno de 80 cirurgias de ortopedia e 100 cirurgias gerais por mês, tanto de urgência quanto eletivas. Mais uma equipe de cirurgia será disponibilizada pelo Mário Palmério Hospital Universitário, com contratação de médicos na área de cirurgia. Ainda conforme a nota, o ajuste na estrutura operacional-administrativa e assistencial não irá gerar prejuízos para a estrutura do HR como um todo.
A administração municipal justifica que não houve um posicionamento do governo estadual e dos demais municípios da região sobre o financiamento do hospital. Por isso, a mudança do perfil de atendimento e a retirada das atividades em clínica médica se deve principalmente ao recurso financeiro, hoje insuficiente para manter o serviço prestado atualmente. A proposta, de acordo com o comunicado, é gerar economia e manter um serviço padrão mais especializado.