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Ex-presidente do Ipserv entende que a solução para o instituto está na incorporação de patrimônio, bens e ativos
Ex-presidente do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba (Ipserv), Ney Corrêa Filho não acredita que a proposta de reformulação do plano de custeio será a solução para sanear a saúde financeira do Ipserv. O projeto apresentado pela atual diretoria ao Conselho Fiscal e Administrativo do Ipserv prevê o aumento na contribuição dos servidores municipais e da Prefeitura dos atuais 11% para 14%. De acordo com dados da direção do instituto, o déficit atuarial é de R$289 milhões. E o presidente do Ipserv, Wellington Gaia, garante que se trata da melhor solução para equacionar o quadro atual.
Mas, para Ney Côrrea, que deixou a presidência do Ipserv em 2016, a proposta que precisa ser aprovada pela Câmara Municipal de Uberaba (CMU) resolveria momentaneamente a situação financeira do instituto. “Precisamos de uma solução definitiva. Eu já fiz uma pesquisa em alguns municípios que possuem previdência, nem um deles tem alíquota de 14% para os servidores. Em Uberlândia, a alíquota patronal é de 22%, mais um suplemento de 3%, totalizando 25%”, disse Corrêa.
Ele sugere adotar a mesma medida que a prefeitura de Goiânia (GO). Segundo Corrêa, na capital do Estado de Goiás, o instituto de previdência incorporou ao patrimônio bens e ativos. “Por exemplo, é como se o estádio Uberabão ou o Mercado Municipal fossem repassados ao Ipserv. Isso em um primeiro momento talvez não acrescente um grande rendimento ao instituto, mas ao longo do tempo garantirá renda segura ao Ipserv. Na minha gestão, foi o que tentei implementar, mas não consegui”, afirmou.
O ex-presidente do Ipserv disse ainda que há problemas desde a criação do instituto, no início dos anos 2000. “Entra administração municipal, sai administração municipal e todos empurram o problema com a barriga, sem uma solução definitiva. Vou trabalhar muito pela não-aprovação desse projeto apresentado pela atual diretoria do Ipserv”, frisou Ney Corrêa Filho. Ainda não há uma data para o protocolo do projeto e início da tramitação na CMU.