POLÍTICA

Para não reduzir equipe, apuração da infestação do Aedes é suspensa

Foi suspensa a realização do primeiro levantamento do índice de infestação do Aedes aegypti de 2016. A pesquisa começaria nesta terça

Gisele Barcelos
Publicado em 05/01/2016 às 08:35Atualizado em 16/12/2022 às 20:38
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Foto/Arquivo

Diretor de Vigilância em Saúde disse que a orientação do Estado é não parar, de forma alguma, o combate ao mosquito

Foi suspensa a realização do primeiro levantamento do índice de infestação do Aedes aegypti de 2016. A pesquisa começaria nesta terça-feira, mas o trabalho foi adiado por orientação do governo estadual.

O diretor de Vigilância em Saúde, Nelson Rannieri, e equipe da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais se reuniram na semana passada e traçaram diretrizes para o trabalho de prevenção no início do ano.

Conforme o diretor, o momento é propício à reprodução do Aedes aegytpi por causa das chuvas e das altas temperaturas. Ele lembra que a preocupação não é apenas com a transmissão da dengue, mas também do zika vírus e da febre chikungunya. Sobre as duas doenças já há casos em investigação em Minas Gerais.

Rannieri informa que a determinação estadual foi de suspender a pesquisa para não interromper as visitas domiciliares e eliminar possíveis criadouros do mosquito. “A equipe estadual entendeu que o trabalho deveria ser direcionado para as visitações. Muitos agentes de combate de endemias seriam deslocados para realizar o levantamento durante a semana de 5 a 12 de janeiro. Com certeza, isso prejudicaria o número de visitas domiciliares no período. É um período crítico e tivemos que dar preferência às visitas de rotina aos imóveis”, ressalta.

Além de suspender o levantamento do índice de infestação do mosquito e intensificar a visitação dos agentes de combate a endemias, o diretor destaca que o Município também reforçará o trabalho de prevenção com os agentes comunitários de saúde. “Vamos aumentar o efetivo, colocando também os agentes comunitários de saúde para auxiliar, observando a presença de focos e acúmulo de lixo [nas residências]” informa.

Conforme Rannieri, ainda não foi informada nova data para a realização do levantamento que identifica os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do Aedes aegypti e os tipos de recipientes que servem de criadouros mais comuns. Segundo ele, o Estado deverá enviar um comunicado com o novo cronograma de trabalho até o fim desta semana.

Conforme diretrizes do Ministério da Saúde, o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) é realizado três vezes ao ano, geralmente em janeiro, março e outubro.

Em Uberaba, o último índice de infestação, aferido em outubro, foi de 1,4%. O número representa uma diminuição em relação ao índice de março de 2015, que estava em 3,42%. 

MG tem 7 casos de chikungunya confirmados e 18 de microcefalia em investigação. Em Minas Gerais estão em investigação 18 casos de microcefalia, distribuídos em 15 municípios. Tal procedimento visa a determinação da causa da microcefalia, que pode estar ou não associada ao zika vírus. Ao todo, 53 casos já foram notificados, mas 35 foram descartados.

Ocorreram dois óbitos: um de um natimorto e outro de um recém-nascido; ambos tinham microcefalia, porém, esses óbitos já foram descartados para relação com o zika vírus.

O informe epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde registrou 7 casos confirmados de febre chikungunya em Minas Gerais, no ano passado. Outros 129 casos foram descartados e 23 ainda estão sob investigação.

Um dentre os casos confirmados de chikungunya foi importado da Colômbia. Os demais se referem a residentes no município de Belo Horizonte; um em Uberaba; outro em Serra dos Aimorés; outro em Jequitinhonha e o último em Ipatinga.

Quanto à dengue, de 2015 até o momento foram confirmados 148.123 casos. Outros 38.920 entraram como suspeitos.

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