POLÍTICA

Para tentar provar compra de votos, cópias de cheques são anexadas

Advogados que assinam a ação proposta por Lerin apontam para o que chamam de ardiloso esquema de compra de votos

Publicado em 13/11/2012 às 00:19Atualizado em 19/12/2022 às 16:19
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Os advogados que assinam a Ação de Investigação Judicial Eleitoral proposta por Antônio Lerin (PSB) contra o prefeito eleito Paulo Piau (PMDB) – com quem disputou o segundo turno das eleições – apontam para o que chamam de “ardiloso esquema de compra de votos” efetuado no dia 28 de outubro. À ação, que tem por finalidade apurar abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio, estão anexadas várias cópias de cheques da campanha do peemedebista, no valor de R$50, que teriam sido emitidas a título de pagamento de fiscais de urna.

Segundo a petição, assinada pelo escritório Ribeiro Silva Advogados Associados, de Uberlândia, em que pese o trabalho de fiscal não ser oneroso, “pode-se concluir que só no dia do pleito foram contratados 1.436 fiscais, os quais foram pagos através de cheques de campanha”. Nesse sentido, a peça traz detalhes da Ação Penal 724-63.2012.6.13.0276, instaurada para apurar o crime de boca de urna, após flagrante da Polícia Federal no dia 28 de outubro.

À PF, três testemunhas relataram que foram procuradas para trabalhar na eleição de Piau mediante o pagamento de R$50, cabendo a elas atuar como fiscais do pleito e “pedir uma força para o candidato”. Ainda segundo a petição, foi aventado que os contratados deveriam também votar no peemedebista. “Não só restou evidenciada a acintosa compra de votos, como também os investigados incorreram em flagrante abuso de poder econômico”, apontam os advogados Arnaldo Silva Júnior, Rodrigo Ribeiro Pereira e Juliana Degani Paes Leme.

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