O chamado “distritão” é defendido pelo deputado federal Marcos Montes (PSD). Em visita ao Jornal da Manhã, o parlamentar falou sobre a discussão da reforma política em tramitação no Congresso Nacional.
Apesar de defender um novo modelo de eleição proporcional, já aprovado na comissão especial que analisa o projeto de reforma política, Montes não acredita que a proposta do voto distrital passe pelo plenário. São necessários 308 votos para a sua aprovação. “Sou a favor do voto distrital, pois acho um sistema mais justo de eleição e também uma forma de baratear as campanhas políticas, que hoje são muito caras.”
No modelo aprovado na comissão especial, cada Estado ou município vira um distrito eleitoral. São eleitos os candidatos mais votados dentro do distrito. Não são levados em conta os votos para partido ou coligação. Na prática, torna-se uma eleição majoritária, como já acontece na escolha de presidente da República, governador, prefeito e senador. O "distritão" é criticado por PT, PR, PSB, PRB, PDT, PCdoB, PPS, PHS, Rede, PV, PEN e Psol, que argumentam que esse formato enfraquece as legendas.
Financiamento. Na mesma comissão foi aprovada a criação do Fundo Especial de Financiamento da Democracia, que em 2018 levaria R$3,6 bilhões do orçamento da União. Montes diz que é a favor do financiamento privado de campanha. Mas, o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu a doação de empresas aos candidatos. “Tem que haver um sistema de financiamento de campanha. Isso existe no mundo inteiro. Sou a favor do financiamento privado. Mas, o STF entendeu que essa iniciativa não é legal. E o financiamento não se dará com corte em orçamento de Educação e Saúde. Será do orçamento de financiamento dos partidos”, ressaltou Montes.