
Piau argumentou que não haveria justificativa para a construção da barragem estar há mais de 18 meses parada (Foto/Jairo Chagas)
Contestando a paralisação da represa no rio Uberaba, o ex-prefeito Paulo Piau (MDB) afirmou que o município corre risco de perder a verba e ficar com a obra incompleta. Em entrevista à Rádio JM ontem, Piau argumentou que não haveria justificativa para a construção da barragem estar há mais de 18 meses parada.
O ex-prefeito confirmou que houve realmente um problema no projeto estrutural da represa, mas a situação era simples de ser solucionada e não justifica a obra continuar parada até agora. “Não tem nenhuma razão objetiva para que o projeto seja paralisado. Encontraram uma banca de areia onde devia ser rocha. Então, é um recálculo do projeto estrutural [que precisa ser feito]. Nada mais do que isso”, argumentou.
Piau ressalta que a previsão é que a represa já estivesse em funcionamento este ano e a demora para concluir a obra pode acabar trazendo transtornos à população no período de seca este ano. “O atraso da Prainha pode trazer consequência séria no abastecimento ainda esse ano”, manifestou.
Além disso, o ex-prefeito alertou que a verba para a implantação da barragem no rio Uberaba já está na conta da Prefeitura e existe prazo de validade para aplicar os recursos. Por isso, é necessário que a construção seja retomada para evitar que o município seja prejudicado. “Esse atraso não tem nenhuma razão, ainda mais porque tem dinheiro em caixa [...] Acho que se corre o risco de ter que devolver esse recurso para a União e ficar com a obra importante no meio do caminho”, posicionou.
Por enquanto, a previsão é que a construção da represa no rio Uberaba seja retomada somente no começo de 2023. A Codau aguarda que seja concluída a revisão do projeto técnico para reiniciar a obra. A empresa responsável pelo estudo tem prazo até outubro para terminar o serviço.
A implantação da barragem foi paralisada no fim de 2020 por inconsistências no projeto técnico. Sem avanço na obra, o contrato com a construtora foi rescindido em março deste ano. Com isso, após estar com o projeto revisado em mãos, a Codau ainda terá que realizar uma licitação para selecionar uma nova empresa para assumir a conclusão da barragem.