POLÍTICA

Pautada em causas sociais, celebração do 27° Grito dos Excluídos é realizada em Uberaba

Raiane Duarte
Publicado em 08/09/2021 às 13:58Atualizado em 19/12/2022 às 02:07
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Fotos/Jairo Chagas

Foi realizada, nesta terça-feira, Dia da Independência, a celebração do 27° Grito dos Excluídos e Excluídas, em diversas cidades, incluindo Uberaba. Com o slogan "Vida em Primeiro Lugar", a ação destacou a luta por participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e renda já, além da valorização do Sistema Único de Saúde (SUS). Em Uberaba, a ação partiu do Núcleo de Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) da Arquidiocese da cidade, e devido a pandemia foi promovida uma live através das redes sociais. 

O economista Fabiano Lopes dos Santos, que é membro do Núcleo das CEBs da Arquidiocese, explicou para a reportagem o objetivo da ação. “O Grito acontece há 27 anos aqui em Uberaba, sempre protagonizado pelas CEBs, que tem um núcleo de leigos e leigas, religiosos e padres ligados à Arquidiocese da cidade. Sempre procuramos realizar esse momento e nos últimos anos tomou um formato ainda maior em todo território brasileiro, que teve a adesão de várias instituições, sindicatos e partidos. Sempre com o tema 'Vida em Primeiro lugar!', o Grito trouxe a cada ano, lemas atuais vinculados a vida do povo”. Ao todo, foram trabalhados sete eixos de causas sociais. 

O movimento tem como metas: Possibilitar espaços de formação e reflexão sobre a conjuntura social, política e econômica do país, denunciando estruturas que geram desigualdade e exclusão, especialmente na pandemia do Covid-19; mobilizar as comunidades excluídas dos direitos básicos para adesão e participação nas etapas de formação e mobilização social, especialmente pelo direito à vacina, ao auxílio emergencial e incrementar o movimento “Fora Bolsonaro”.

Ainda entre as pautas do Grito, está promover espaços de trocas de experiências através dos saberes locais e da educação popular, para alimentar a esperança e fortalecer projetos e iniciativas de transformação das realidades desiguais. Defender os territórios e o direito à terra, ao trabalho e à moradia, na cidade e no campo, nos rios e florestas; por dignidade e acesso aos direitos básicos de segurança alimentar, soberania popular, protagonismo das juventudes e das mulheres. Inclui também ocupar e resistir aos espaços públicos, com direito à rua e à manifestação com participação popular. 

“Como ainda estamos no momento de pandemia, não fizemos a opção de mobilizar nosso povo presencialmente e sim por meio das redes sociais, onde realizamos uma celebração da vida, que procurou trazer estes eixos vinculados ao Evangelho. Sempre com o lema das CEBs de que devemos ter um olho na bíblia e outro na vida.  Buscar apoio na ‘Palavra de Deus’ para as questões sociais que temos na atualidade. Tivemos uma participação interessante, mas o Grito não é somente no dia 7, ele acontece antes e depois, sempre refletindo os problemas, gritando e apresentando soluções”, concluiu Fabiano.

O Grito dos Excluídos é uma tradicional manifestação que ocorre todo dia 7 de Setembro desde 1994 no país, e completa 27 anos em 2021.

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