Os últimos episódios envolvendo o PDT local geraram uma reunião extraordinária da executiva local, ontem
Os últimos episódios envolvendo o PDT local, notadamente o vice-presidente João Franco e o presidente da Câmara, Luiz Dutra, geraram uma reunião extraordinária da executiva local, ontem. Através de nota o comando partidário admite que solicitou cargos ao vereador – como este denunciou ontem ao Jornal da Manhã –, mas que essa é uma condição prevista no estatuto e atinge a todos os detentores de mandato.
No comunicado oficial, assinado por Luiz Henrique Borges, presidente da comissão provisória – que vence dia 1º de outubro deste ano, segundo consta no Tribunal Superior Eleitoral –, Dutra é apontado como um pedetista que tem total desconhecimento sobre as regras partidárias. Ele também é acusado de falar inverdades ao JM “e talvez tenha confundido a reunião com as que o levaram à presidência da Câmara”. A reunião em questão aconteceu há alguns dias e, também conforme os dirigentes do PDT, foi uma sugestão do vereador, tendo como mensageiro o colega professor Godoy (PTB), que posteriormente acompanhou o encontro.
Segundo a nota, Dutra queria realinhar com o partido e nele permanecer, sendo dito a ele que pelo estatuto da sigla seus filiados devem atenção e fidelidade, particularmente na postura e no exercício do mandato, tendo que alinhar-se com suas diretrizes. A ele também foi informado que, a pedido dos comandos Nacional e Estadual, o PDT local terá candidato próprio a prefeito de Uberaba em 2012 e que o nome indicado não será o seu. “Aí talvez esteja o desconforto maior do vereador”, diz a nota, que termina reiterando que o assunto Dutra só voltará à pauta depois do dia 15 de outubro, uma vez que outras prioridades serão tratadas neste período.