O vereador José Severino Rosa (PT), relator da Comissão Processante, rebateu ontem as acusações feitas pelo colega
O vereador José Severino Rosa (PT), relator da Comissão Processante, rebateu ontem as acusações feitas pelo colega Jorge Ferreira (PMN), acusado por funcionários da Câmara Municipal de assédio sexual e improbidade administrativa.
Na edição de ontem, Jorge Ferreira criticou o relatório elaborado pelo relator José Severino. Segundo o acusado, o documento está direcionado, com depoimentos de testemunhas de defesa que não constam no relatório e a falta do depoimento do presidente da Casa, vereador Lourival dos Santos (PCdoB), que não foi ouvido pela Comissão Processante.
José Severino explicou que o relatório foi feito em cima de detalhada avaliação sobre o comportamento de cada pessoa que prestou depoimento à comissão. “As pessoas ouvidas da parte do vereador e as de defesa só prestaram depoimento para garantir seu emprego, e outras que garantiram não ter conhecimento sobre as acusações feitas contra ele, alguns depoimentos até sem sentido”, afirmou o relator. Para o vereador petista, Jorge Ferreira está tentando desviar a atenção da prática de improbidade administrativa e quebra de decoro parlamentar constantes no relatório que pede a cassação do vereador.
Quanto ao vereador Lourival dos Santos, o relator explicou que juridicamente não tinha a necessidade de ele ser ouvido pela comissão. “Quero mais uma vez frisar que sou uma pessoa correta. Não estou na comissão por vontade própria, mas porque houve um sorteio e tenho que cumprir com a responsabilidade que coube a mim”, acrescentou Severino. Destacou ainda que não tem intenção de prejudicar ninguém. “Temos que dar uma resposta em benefício de todos. Agi com a razão e não com o coração”, salientou. O vereador acrescentou ainda que “assediar pessoas, submetê-las a humilhação não é justo e não podia ficar assim. Mais provas além do que consta nos autos é pedir recibo”.
O presidente da Comissão Processante, vereador Luiz Humberto Dutra, explicou que o presidente da Câmara, por lei, é impedido de depor. Seu depoimento foi substituído pelo da testemunha Sandro Caldeira. “O presidente Lourival não foi impedido de prestar depoimento à comissão. Como ele vai votar num processo em que foi testemunha?”, ressaltou Dutra. Luiz Dutra disse ainda que Jorge Ferreira está no seu direito de procurar todos os caminhos de defesa. “Resta saber se vai convencer”, acrescentou.