Segunda fase da Operação Ross investiga lavagem de dinheiro e corrupção passiva; um dos alvos é a casa da mãe do senador
Agentes da Polícia Federal estão nas ruas de Belo Horizonte para cumprir três mandados de busca e apreensão em endereços ligados à família do senador Aécio Neves (PSDB) com base na segunda fase da Operação Ross, que investiga o recebimento de vantagens indevidas solicitadas a grupo do ramo frigorífico entre os anos de 2014 e 2017. A investigação da PF seria para apurar se Aécio estaria usando endereços de parentes para ocultar documentos tidos como “escusos”.
A casa da mãe de Aécio é um dos alvos da operação. Outros endereços são a casa de Frederico Pacheco, primo do senador, e uma empresa de comunicação, que seria de Pacheco em sociedade com a jornalista Andrea Neves, irmã de Aécio.
A Operação Ross investiga suposto pagamento de propina de R$ 110 milhões pela J&F, holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Além de Aécio e Andrea, são alvos da operação os senadores Antonio Anastasia (PSDB-MG) e Agripino Maia (DEM-RN) e os deputados federais Paulinho da Força (SD-SP), Cristiane Brasil (PTB-RJ) e Benito Gama (PTB-BA).
O objetivo das buscas, segundo a PF, é coletar elementos que podem indicar lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Ainda em dezembro, no dia 11, com o apoio do Ministério Público Federal, foram cumpridas ordens judiciais em imóveis de Aécio e de Andréa Neves no Rio de Janeiro e também em Minas Gerais.
As buscas desta quinta-feira (20) foram determinadas pelo ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na decisão, o ministro descreve que policiais federais receberam denúncias de que esses endereços eram usados "para a guarda de documentos escusos". E que testemunhas viram caixas de documentos sendo levadas para a casa da mãe de Aécio.
*Com informações do G1 Minas e do Estado de Minas