O 2º turno das eleições em Uberaba, conforme o Delegado Chefe da Polícia Federal, pode ser considerado como tranquilo. Ao todo foram autuadas cinco pessoas por boca de urna, um por compra de votos e outro por posse de arma de fogo. Em todos os casos, conforme prevê a legislação, depois de ouvidos e alguns pagarem fiança, foram colocados em liberdade. No entanto, o Delegado Federal afirma ter político eleito neste ano que pode não tomar posse. Conforme o delegado chefe da Polícia Federal em Uberaba, Carlos Henrique Cotta D’Ângelo, “mais uma vez se percebe que o processo eleitoral, no fim acaba se transformando em questões policiais, mas, foi tranquilo”.
Quanto às denúncias, segundo o Delegado, foram verificadas várias informações de crimes de boca de urna e compra de votos, sendo uma delas confirmada. Foram vários casos e desta vez a Polícia Federal teve condições melhores para atuação, uma vez que o efetivo ficou todo em Uberaba. “Foram verificadas todas as denúncias que chegavam à Polícia Federal, seja anônimas ou subscritas por representantes partidários”, disse. Sobre as autuações, o Delegado afirma que essas pessoas responderão pelo crime em liberdade. No caso do flagrante por compra de votos, foi arbitrada fiança de R$ 1,5 mil e após o pagamento, a pessoa foi colocada em liberdade para responder na Justiça Eleitoral. Durante uma denúncia de compra de votos em uma residência, os policiais federais fizeram busca e encontraram uma arma de fogo com o acusado. Ele também pagou fiança e foi liberado. “As denúncias que aqui chegaram serão investigadas até o final para saber se houve ou não o crime”, disse D’Ângelo.
Já com relação à prisão, por parte da Polícia Militar, do homem que supostamente estaria entregando cestas básicas no Residencial 2000, o Delegado Federal explicou que, “não houve elementos suficientes para justificar o flagrante. O motorista teve a Kombi devolvida e foi liberado, porém, continuará sendo investigado. Não houve a apreensão de nenhuma cesta básica nem com ele e com nenhum outro”.
Para concluir, o delegado chefe da Polícia Federal confirmou que, “existem políticos eleitos, em Uberaba e cidades da região, que estão sendo investigados e podem não tomar posse em seus mandatos no dia 1º de janeiro de 2013”.