Polícia Federal pediu mais 90 dias à Justiça para conclusão do inquérito que investiga quem financiou a defesa de Adélio Bispo de Oliveira, agressor confesso de Jair Bolsonaro (PSL) durante campanha no ano passado na cidade de Juiz de Fora. Ele foi preso em flagrante logo após o atentando, confessou a autoria do crime e está detido no presídio de segurança máxima de Campo Grande.
Bispo foi indiciado por prática de atendado pessoal por inconformismo político, crime previsto na Lei de Segurança Nacional, e se tornou réu dias depois. O primeiro inquérito da PF concluiu que Adélio Bispo agiu sozinho no momento do crime e que teria tido motivação “indubitavelmente política”.
Em dezembro do ano passado, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, responsável pela defesa de Adélio Bispo. A intenção da corporação era identificar o financiador da defesa do agressor. Na época da operação, Zanone acompanhou a ação dos policiais e afirmou que o nome do contratante é sigiloso.