Atualizada às 9h56
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Unidade de Pronto-Atendimento do bairro São Benedito, que seria assumida por uma das instituições de ensino superior da cidade, conforme proposta em estudo
Prefeito Paulo Piau estuda repassar a gestão das UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento) à UFTM e à Uniube. Rumores já circulavam desde o início do ano. Após o impasse com a Pró-Saúde, o prefeito Paulo Piau (PMDB) confirmou que a proposta está sendo analisada, mas ressalta que nenhuma decisão foi tomada até o momento. Possível vedação legal pode ser entrave à proposta.
O chefe do Executivo afirma que o modelo é interessante porque os alunos da área da Saúde teriam mais um espaço de aprendizado e as duas instituições ainda receberiam pela prestação de serviço. “Teria uma vantagem muito grande para todo mundo. Temos que chegar a um entendimento que passa pela questão financeira, operacional e também de resultados”, salienta. No entanto, o prefeito argumenta que a parceria com as duas universidades ainda não está fechada e existem mais alternativas em análise. Segundo ele, a decisão sobre o gerenciamento das UPAs deverá ser tomada ainda na primeira quinzena deste mês.
Piau ressalta que a contratação de outra organização social para substituir a Pró-Saúde não está descartada e o prazo curto para a transição não seria um problema, pois não é necessária a abertura de licitação. “Quando fizemos o processo licitatório no passado foi um preciosismo, mas a organização social pode ser uma contratação direta porque os preços são definidos”, afirma.
Questionado, o prefeito manifesta que não está totalmente descartada a possibilidade de a Prefeitura reassumir a gestão das UPAs, como defende o Conselho Municipal de Saúde. No entanto, ele afirma que não é a opção ideal. “Eu vejo que o conselho tem uma posição muito filosófica e gestão de Saúde não tem filosofia. Tenho que caminhar para oferecer o melhor atendimento”, sentencia.
A Prefeitura decretou intervenção no gerenciamento das UPAs e também abriu um processo administrativo contra a Pró-Saúde em abril. Em contrapartida, a entidade se adiantou e anunciou que decidiu dissolver o contrato com o município e deu prazo de 60 dias para a transição do gerenciamento, seja para outra prestadora de serviço ou de volta à própria Prefeitura.
A reportagem aguarda posicionamento das universidades.