Na reunião com os gestores, Piau declarou que a administração pública não consegue oferecer a agilidade necessária para as demandas
Aproveitando o encontro realizado ontem para traçar a implantação do Samu Triângulo Sul, o prefeito Paulo Piau (PMDB) cobrou dos gestores das cidades vizinhas um posicionamento sobre a gestão do Hospital Regional. O peemedebista argumentou que a Prefeitura não tem condições para assumir a administração da estrutura e ressaltou que uma decisão conjunta precisa ser tomada por todos os municípios que serão atendidos pelo serviço.
Na reunião com os gestores, Piau declarou que a administração pública não consegue oferecer a agilidade necessária para as demandas referentes à manutenção do complexo hospitalar, pois o trâmite burocrático das licitações dificulta, por exemplo, a compra de material e o conserto de equipamentos. “A Prefeitura não vai fazer gestão de hospital. Não no meu governo. Não posso colocar a vida das pessoas em risco”, acrescentou.
Até o momento a proposta seria que o gerenciamento seja feito pela organização social contratada no ano passado. No entanto, vários questionamentos têm sido feitos em relação à Pró-Saúde e questão já desaguou no Judiciário. O Ministério Público entrou com a ação contra a Prefeitura na tentativa de anular a contratação da entidade.
O prefeito afirmou não ter um compromisso em manter a Pró-Saúde e salientou que a organização social não ficará no serviço se não atingir as metas previstas no contrato. Por isso, ele reforçou ser preciso buscar uma solução para viabilizar o funcionamento do Hospital Regional. Piau pondera, porém, que a decisão não cabe somente a Uberaba. “O ônus está ficando só para o prefeito de Uberaba. Quem tem que decidir são os 27 prefeitos da macrorregião”, contestou. Piau espera que uma reunião seja marcada com os gestores da região especificamente para tratar a administração e o financiamento do Hospital Regional, que deverá entrar em operação parcialmente no início de 2016.
O presidente do consórcio intermunicipal da Rede de Urgência e Emergência, Rui Ramos, disse que o assunto será colocado em pauta no mês de janeiro para definir um posicionamento conjunto com os prefeitos da região.
Já o assessor técnico da Coordenação Estadual de Urgência e Emergência, Christian Prata Lima, disse que o governo mineiro não opinará sobre o modelo de gestão do novo hospital e a decisão cabe aos municípios que fazem parte do consórcio. Segundo ele, não há data-limite para a inauguração do HR, mas a expectativa é a primeira parte do complexo entrar em funcionamento em 2016.