Foto/Neto Talmeli
Prefeito Paulo Piau participou ontem das comemorações dos 196 anos da elevação de Uberaba à condição de freguesia
Apesar da sinalização por parte da equipe econômica do governo de que será difícil conceder reajuste, o prefeito diz que vai analisar a situação
Apesar de a equipe econômica da Prefeitura sinalizar aos sindicalistas inviabilidade de reajuste para os servidores este ano, o prefeito Paulo Piau (PMDB) ainda não descarta a possibilidade de conceder, ao menos, o índice da inflação para o funcionalismo municipal.
O chefe do Executivo afirma que as projeções estão sendo feitas para verificar se existe condição financeira para oferecer à categoria o índice total de correção monetária ou, pelo menos, uma parte da variação da inflação do período. “Tudo dependerá da projeção do fluxo de caixa até dezembro. Esse mandato se encerra e tenho que prestar contas ao TCE. Não posso endividar a Prefeitura porque atingiria a Lei de Responsabilidade Fiscal. Vamos colocar a situação com toda a clareza e tomar decisão”, justifica.
Por outro lado, Piau salienta que a maioria das cidades-polo de Minas Gerais enfrenta dificuldades até para conceder a correção salarial correspondente à inflação do último ano. Ele afirma que a valorização dos servidores é uma prioridade do governo, sendo realizadas ações como a abertura de concurso público e a aprovação de um novo plano de carreira para beneficiar o funcionalismo.
Segundo o prefeito, a decisão sobre o reajuste não depende da escolha do governo, e sim do resultado dos cálculos financeiros. PP também posiciona que a diretriz da administração local é evitar o atraso no pagamento e oferecer um aumento irreal poderia comprometer a gestão. Por isso, ele espera compreensão dos representantes do funcionalismo. “É muito mais importante para o trabalhador receber o salário em dia, mesmo que seja menor. Não adianta salário maior e deixar de receber, pois não terão como pagar as contas. É uma primeira rodada de negociação. Os dados estão sendo colocados na mesa. A decisão não será do prefeito, mas conjunta com os sindicatos”, conclui Piau.