Prefeito admitiu exonerações de indicados por parlamentares que votaram pela análise do impeachment
Jairo Chagas
Durante entrevista ao programa Boca no Trombone, da Rádio JM, o prefeito Paulo Piau admitiu exonerações de indicados por parlamentares que votaram pela análise do impeachment
O prefeito Paulo Piau (MDB) nega perseguição aos vereadores que votaram a favor da análise do pedido de impeachment, mas admite que nomes indicados pelos parlamentares foram alvo de leva de exonerações na semana passada.
Questionado, Piau afirma que denúncia sobre a participação de empresa do vereador Fernando Mendes (PTB) em licitação da Prefeitura não foi enviada ao Ministério Público como forma de retaliação ao parlamentar pelo voto contra o arquivamento do pedido de impeachment.
O prefeito manifesta que a administração tem diversos processos licitatórios em andamento e situações como essa podem atrapalhar o andamento, pois questionamentos podem desaguar na Justiça e retardar a consolidação de contratos importantes para o serviço público.
Mesmo negando uma caça às bruxas aos seis vereadores, o prefeito confirma que demitiu indicados políticos dos parlamentares. Ele justifica que a nomeação cargos de confiança são de prerrogativa do chefe do Executivo. “A partir do momento em que algum vereador deixou de ter a confiança, o indicado também perdeu. Qual a razão manter?”, confessa.
Por outro lado, Piau argumenta que o critério não foi meramente político e as dispensas ocorreram porque os profissionais também não estavam demonstrando resultados. “Tem gente, indicada por esses vereadores, que ficou porque é bom de serviço. Não foi uma exoneração generalizada. Quem não permaneceu não fazia falta e agora serão substituídos por gente de melhor qualidade”, encerra.