POLÍTICA

Piau recua em defesa do traçado de Betim e defende gás vindo de São Carlos

O chefe do Executivo afirma que o trajeto paulista é mais atrativo para os investidores privados

Gisele Barcelos
Publicado em 08/08/2019 às 22:19Atualizado em 17/12/2022 às 23:16
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Reprodução

Traçado do projeto da TGBC, que já conta com licenciamento ambiental e estaria pronto para ter obras iniciadas

Para viabilizar o gasoduto, o prefeito Paulo Piau (MDB) recua em defesa de ramal de Betim e passa a articular em prol do projeto de trazer o gás de São Carlos. O chefe do Executivo afirma que o trajeto paulista é mais atrativo para os investidores privados. 

Piau argumenta que o gasoduto de Betim era o ideal para criar um eixo de desenvolvimento em Minas Gerais, porém, justifica que o projeto não é um negócio atraente para os investidores. “Para trazer o gás de Betim teria que ser investimento público e o Estado não tem dinheiro. O interesse da iniciativa privada passa a ser menor porque são 500 quilômetros. De São Carlos são apenas 300 quilômetros até o Triângulo, um empreendimento mais barato e mais fácil de achar empreendedor interessado”, declara. Questionado, o prefeito afirma que conversas, inclusive, já estão acontecendo com representantes da TGBC e outras empresas do setor para tratar da proposta de trazer o gás de São Carlos.

O projeto de São Carlos foi o primeiro a ser citado quando houve a assinatura do protocolo de intenções entre a Petrobras e o governo estadual para a construção da fábrica de amônia em 2011. Entretanto, o duto da TGBC acabou sendo deixado de lado por alternativas como o ramal de Ribeirão Preto (SP) e a proposta do ex-governador Antonio Anastasia (PSDB) de trazer o gás de Betim. Nem uma avançou.

A TGBC, por outro lado, concluiu o licenciamento ambiental do gasoduto e cumpriu todo o processo burocrático para conseguir a autorização da ANP para a abertura da chamada pública. O procedimento para comercialização do gás foi realizado em 2014 e apenas a Gás Brasiliano – empresa pertencente à Petrobras – manifestou interesse em contratar a capacidade do duto, mas a proposta foi considerada inviável e o processo cancelado. 

No ano passado, o Ibama prorrogou licenciamento ambiental do gasoduto da TGBC e a empresa tem até novembro de 2019 para dar início à construção do empreendimento. O projeto prevê a implantação de 905 quilômetros de duto a partir da Estação de Compressão de São Carlos (SP) até o ponto de entrega do Recanto das Emas (DF), passando por 37 municípios para interligar a região Sudeste e Centro-Oeste. Na proposta, está especificada a construção de sete pontos de entrega do gás, entre eles, nas cidades de Uberaba e Uberlândia. O desenho inclusive é compatível com a proposta que agora vem sendo defendida por Piau, de implantação de um ramal que atenda também à região de Brasília e Goiânia.

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