Secretaria Municipal de Meio Ambiente continuará sob o comando do engenheiro agrônomo Vinícius José Rodrigues. A afirmação é do prefeito Paulo Piau (PMDB), que saiu em defesa do secretário alegando que as acusações podem ser resquícios do embate com o Ministério Público por causa do Código Florestal durante a atuação parlamentar.
Conforme PP, o secretário só seria substituído se tivesse cometido crime ambiental, o que não ocorreu. O prefeito afirma que o titular do Meio Ambiente possui um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado com a promotoria e os prazos para regularização da propriedade rural estão em dia.
Para Piau, as acusações podem ser fruto de campanha para desestabilizar o novo governo e alega até mesmo que o assunto foi fabricado. “O Vinícius entrou na Prefeitura no dia 21 de janeiro. No dia 23 de janeiro, a Polícia Ambiental estava na propriedade dele. Isso não é uma simples coincidência. Portanto, alguém nesses bastidores está querendo fazer uma maldade. Não admito em hipótese nenhuma que desestabilize o meu governo. Ele [Vinícius] tem a minha confiança para continuar no cargo porque é um técnico competente”, sentencia.
Entretanto, o posicionamento do promotor Carlos Valera ontem se mostrou divergente ao entendimento do prefeito. O representante do MP declarou, em nota oficial, que a existência do TAC não autoriza nem tampouco dá legalidade a funcionamento de qualquer atividade sem o devido Licenciamento Ambiental e muito menos retira o Poder de Polícia Administrativa para autuações.
Questionado sobre a afirmação, Piau remete a desavença aos embates travados durante o mandato parlamentar por causa do Código Florestal. O chefe do Executivo classifica o Ministério Público como o “grande perdedor” no debate sobre o tema e avalia que a situação possa estar gerando repercussões agora. “Não me dirijo pessoalmente ao doutor Carlos Valera, que é um técnico muito competente. Mas ao Ministério Público de uma maneira geral... Há um jogo de vaidades muito grande por trás de tudo isso e vai respingando aqui e ali”, encerra.