Segundo o superintendente do hospital, Felipe Toledo Rocha, o valor para manter em funcionamento a unidade é superior a R$4,3 milhões
Diretores da Associação de Combate ao Câncer do Brasil Central (ACCBC/Hospital Dr. Hélio Angotti) apresentaram ontem aos vereadores plano de ação para reestruturar a instituição filantrópica, que vem atuando com déficit operacional de R$850 mil por mês e já acumula dívida de R$62 milhões com fornecedores e médicos.
De acordo com o superintendente do hospital, Felipe Toledo Rocha, o valor para manter em funcionamento a unidade é superior a R$4,3 milhões, mas a entrada de recursos não atende às necessidades. “Para instituição que fatura R$3,5 milhões, a situação não é nada confortável”, acrescentou.
Na discussão em plenário, os vereadores questionaram sobre possíveis soluções para sanar o déficit enfrentado pelo Hospital Hélio Angotti. Rocha explicou que a proposta de reestruturação apresentada à direção da ACCBC prevê a criação da Rede de Hospitais para tratamento oncológico no Triângulo, com unidades em cidades-polo como Iturama e Araxá. Para os executivos, com a medida, a ACCBC, hoje transformada em Organização Social, vai crescer como prestadora de serviços na área de saúde para a região, otimizando o parque tecnológico além do atendimento oncológico.
O superintendente também contestou a restrição do atendimento no Hélio Angotti por causa da divisão do SUS, determinada pelo Estado, entre as regiões Triângulo Sul (Uberaba) e Triângulo Norte (Uberlândia). Atualmente, municípios da macrorregião Triângulo Norte, como Nova Ponte, não podem receber o atendimento do Hélio Angotti. Além disso, 75% dos pacientes do Pontal do Triângulo, que inclui cidades como Iturama, se deslocam para o Hospital de Câncer de Barretos.
Os dirigentes da ACCBC também pediram apoio da Câmara para conseguir recursos federais por meio da lei Pro-Santas Casas sancionada recentemente para disponibilizar R$10 bilhões às instituições filantrópicas ligadas ao SUS, em linha de financiamento.