POLÍTICA

PMN defende Jorge Ferreira

PMN manifestou ontem, pela primeira vez, apoio ao vereador Jorge Ferreira (PMN), que corre o risco de perder o mandato

Gisele Barcelos
Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 12:20
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PMN manifestou ontem, pela primeira vez, apoio ao vereador Jorge Ferreira (PMN), que corre o risco de perder o mandato após denúncias de improbidade administrativa e assédio sexual. O partido se manteve imparcial sobre o caso desde as primeiras acusações, mas agora o atual presidente da legenda, Marcos Acácio, quebrou o silêncio e acusou membros da Câmara de usar a Comissão Processante em manobra política.

Segundo Acácio, o silêncio foi mantido porque queria ter conhecimento integral dos fatos relatados no processo antes de consultar as bases do PMN e se posicionar sobre o caso. “Agora empenhamos apoio ao Jorge. Acredito que ele é inocente. Todos os depoimentos caracterizam isso. Não há prova material”, disse.

Para o líder do PMN, o processo instalado é uma armação, em parte por interesses políticos e de outro lado por retaliação de funcionários demitidos. Ele argumenta que os assessores que denunciaram devolução dos salários ao vereador só o fizeram após exoneração do gabinete, o que aconteceu porque não desempenharam o trabalho solicitado por Jorge. Acácio também lembra a presença do vereador Luiz Dutra (PDT) e do advogado Raphael Miziara no cartório quando as acusações foram registradas.  E contesta o relatório assinado pelo petista José Severino, que pede a cassação de Jorge: “O documento é dirigido por Dutra e advogados que o ajudaram”.

De acordo com o presidente, a denúncia á uma jogada para conseguir maioria na Câmara e ter poder de pressão sobre o Executivo. Ele analisa que o grupo liderado por Lourival dos Santos (PCdoB), Dutra, Lerin (PSB) e Itamar Ribeiro de Rezende (DEM) saiu vencedor na eleição da Mesa Diretora, pois, no empate, Lourival teve vantagem por ser mais velho do que Cleber Cabeludo (PMDB). “Só que o presidente não vota. Então, eles ficaram com seis votos. E o outro lado com sete, pois o Jorge se manteve firme no apoio ao Cléber, apesar dos convites que teve do outro grupo”, acrescenta.

Segundo Acácio, Dutra tem interesse na cassação do vereador do PMN porque quem assumiria a cadeira seria o suplente da coligação, Kaká do Se Liga (PSL), que pertence ao partido comandado pelo genro de Dutra, Thiago Renato Silva. Apesar de Thiago ter anunciado renúncia do posto logo no início do processo, no registro da Justiça Eleitoral não houve alteração na comissão executiva do PSL.

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