Após atraso de pagamentos e ameaça de paralisação de médicos, Prefeitura abriu sindicância investigativa para apurar contrato firmado com a Funepu para o gerenciamento das UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento). Controladoria Geral do Município terá prazo de 90 dias para apresentar um relatório sobre o caso.
De acordo com o controller Carlos Bracarense, a objetivo da sindicância é analisar os atrasos ocorridos no pagamento de fornecedores e médicos, bem como verificar se os serviços previstos no contrato com a Fundação estão sendo efetivamente executados. Questionado, Bracarense nega que a sindicância seja uma ação com vistas à retirada da Funepu do gerenciamento das UPAs. “Essa análise é extremamente precipitada. Vamos avaliar apenas a questão contratual”, posiciona.
Na semana passada, a Prefeitura já notificou a Funepu devido à ameaça de paralisação dos médicos por atraso de salários. No documento, a administração municipal cobrou a regularização do pagamento aos profissionais para evitar que o funcionamento das UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento) fosse interrompido e alertou que a quebra do contrato poderia resultar na aplicação de penalidades. A Fundação alega que o atraso no pagamento dos médicos ocorreu por um desequilíbrio financeiro no contrato e adiantou que aguarda a resposta da Prefeitura quanto a um reajuste contratual.