Secretaria Municipal de Saúde deve concluir amanhã o novo Levantamento do Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa). Os agentes de zoonoses saíram às ruas esta semana para verificar quais os bairros e os depósitos predominantes do mosquito transmissor da dengue. Em paralelo, ações de combate já foram intensificadas na cidade, inclusive com acionamento do fumacê para percorrer as áreas de maior risco.
Conforme o secretário municipal de Saúde, Fahim Sawan (sem partido), o lançamento do mutirão da limpeza já está programado para segunda-feira (14) na região do grande Abadia. As equipes começam o trabalho de orientação e recolhimento de materiais que acumulam água no cruzamento entre as avenidas Prudente de Morais e Orlando Rodrigues da Cunha.
O secretário explica que os bairros com maior índice de infestação devem ser divulgados somente na próxima semana, mas o cronograma inicial do mutirão foi definido com base na análise dos anos anteriores. “O Nossa Senhora Aparecida, que fica no Grande Abadia, e o São Benedito são bairros que na série histórica tradicionalmente apresentam um número grande de infestação do mosquito e de pacientes com suspeita de dengue. Por isso, vamos começar por essa região”, informa.
No entanto, Sawan reforça que todos os bairros serão percorridos pelas equipes do mutirão de limpeza para evitar a proliferação do Aedes aegypti. O trabalho envolverá duas frentes de trabalh a primeira é composta por agentes de combate que vão percorrer as casas e a segunda será formada por uma força-tarefa da Secretaria de Infraestrutura com máquinas e caminhões para a limpeza.
Além disso, o titular da Saúde informa que seis veículos fumacê já estão passando nas ruas do Abadia e São Benedito desde o início desta semana. “Como choveu muito, devemos terminar essa região agora. Vamos trabalhar continuadamente todos os dias com o fumacê até cobrir toda a cidade também”, salienta.
O último LIRAa foi realizado em outubro e apontou índice de infestação de 1,4%. De acordo com critério do Ministério da Saúde, o número representa médio risco. Os vasos de plantas e bebedouros de animais representam 36,7% dos recipientes predominantes do Aedes. Em seguida, aparecem calhas, lajes, ralos, sanitários em desuso e outros depósitos fixos, correspondendo a 35,7% dos criadouros.