Atrasada nos repasses da cota patronal ao Instituto de Previdência dos Servidores Públicos (Ipserv), a prefeitura parcelou débito de R$ 40,5 milhões correspondente à parte patronal de fevereiro a junho. O valor será quitado em 240 parcelas de R$ 180 mil, a terceira já com vencimento este mês. De acordo com o presidente do Ipserv, Afrânio Prata, o novo parcelamento não é um problema e nem terá reflexo no déficit previdenciário do Instituto. Ele salienta que o recebimento é garantido, pois os descontos são feitos diretamente no Fundo de Participação do Município (FPM). As duas primeiras parcelas já foram quitadas. “Dividir a dívida com garantia de receber não é mau negócio. Além disso, o valor rende o dobro que qualquer aplicação, pois tenho juros fixos de 1%, mais a taxa selic”, defende. A medida representa menos do FPM para custeio da administração. Em abril, outros R$ 30 milhões foram renegociados para acerto da cota patronal em atraso até janeiro deste ano, e ainda existem pendências antigas debitadas no Fundo. Considerando somente os dois últimos meses, esses débitos previdenciários levaram R$ 2,4 milhões do repasse da União, o que corresponde quase a 30% do valor total depositado para o município. A parte patronal referente a julho, vence no próximo dia 10. A prefeitura precisa estar em dia com os repasses para conseguir a liberação do novo Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP), documento necessário para assinatura de convênios e empréstimos. O Certificado atual é válido até 23 de setembro. (GB)