O prefeito de Uberaba, Anderson Adauto, reconhece que está iniciando o segundo governo de forma conservadora e reservando recursos no orçamento.
Em processo de transição para o segundo mandato, a Prefeitura já está passando por readequações no quadro de pessoal. Para a formatação da nova equipe, 357 servidores foram retirados de funções gratificadas, deixando o tabuleiro limpo para novas indicações. Negando que a medida seja uma forma de equilibrar o caixa da PMU, o prefeito Anderson Adauto reconhece que está iniciando o segundo governo de forma conservadora e reservando recursos no orçamento, mas garante que o cancelamento das gratificações não está relacionado a finanças ou a falta de dinheiro no caixa.
Segundo AA, a mesma regra praticada por força de lei aos comissionados também foi aplicada à função gratificada, ou seja, a administração achou por bem dispensar todos os servidores das funções para dar mais liberdade e autonomia às novas equipes para conceder o benefício. “Haverá uma reavaliação e depois podem ser restabelecidas ou oferecidas a outros funcionários”, acrescenta.
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Afrânio Prata, informa que nenhuma reclamação foi encaminhada ao órgão e analisa que não se trata de um caso de perseguição política, pois todas as gratificações foram excluídas sem exceção. Ele pondera que não cabe ao órgão interferir contra a medida. “É livre nomeação e exoneração do prefeito”, defende.
Concedido pelos diretores, o benefício é restrito aos servidores de carreira para que possam cumprir oito horas de trabalho em dedicação exclusiva às funções. Dependendo dos critérios estabelecidos, entre eles o grau de escolaridade, o bônus pode corresponder a 20, 30 ou 50% do salário do chefe de seção.