Prefeito Anderson Adauto (PMDB) voltou a sabatinar os secretários na tarde de ontem para cobrar economia nas despesas. AA admitiu que o comportamento da receita não está dentro do previsto e terá que implementar novos cortes para equilibrar as finanças.
Os setores em que serão efetuados ajustes não foram definidos na reunião. O acerto dependerá de relatório a ser apresentado pela comissão de controle de gastos da PMU. A planilha será entregue ao prefeito no dia 27 de maio, demonstrando os custos de cada secretaria e as áreas com possibilidade de cortes.
Segundo Anderson, o objetivo da ação é chegar ao fim do ano com menor volume possível de dívidas para iniciar 2010 numa nova realidade financeira. Conforme informações repassadas à coluna Evidências, do dia 9 de maio, as pendências com fornecedores já somavam R$ 6 milhões no primeiro quadrimestre, contra uma frustração de receita em torno de R$ 7,2 milhões.
Com a perda na arrecadação, duas medidas de contingenciamento foram adotadas no início do ano, totalizando bloqueio de R$ 26 milhões no orçamento. O Conselho Municipal de Saúde também denunciou recentemente corte de R$ 10 milhões no custeio da pasta por causa das dificuldades financeiras da PMU. Questionado sobre o assunto, o prefeito confirmou a decisão e também desafiou quem estivesse reclamando a buscar alternativas para compensar o impacto sofrido nos cofres públicos devido à crise.
Por outro lado, o prefeito reforçou aos secretários ontem que determinados programas e ações são prioritários e não devem ser prejudicados com a política de contenção. Entre os itens assegurados estão as obras na Vila São Cristóvão, a limpeza da cidade, o projeto do Hospital Municipal, a reestruturação dos trevos de acesso, o concurso público e o término dos Centros Municipais de Educação Avançada (Cemeas). Vale lembrar que a demora para conclusão do Cemea Boa Vista já custou mais de R$ 1 milhão à Prefeitura.