Solicitação vem sendo feita desde julho, após os profissionais rejeitarem proposta de reajuste somente em 2018 e 2019
Atendendo à demanda de educadores, Prefeitura retomou negociação salarial com sindicalistas ontem e apresentou nova contraproposta à categoria. A solicitação vem sendo feita desde julho, após os profissionais rejeitarem em assembleia a proposta de receber reajuste somente em 2018 e 2019.
De acordo com a secretária municipal de Educação, Silvana Elias, houve autorização para fazer um novo estudo e convocar uma nova rodada de negociações com a categoria.
Conforme a nova proposta da PMU, o cargo de educador infantil seria transformado em professor de educação infantil e haveria redução de carga horária de 39 horas para 37,5 horas semanais, sendo 30 horas com o aluno e 15 com extraclasse. Neste caso, o professor teria como realizar aulas excedentes, o que, na condição de educador infantil, não é permitido.
Já para o cargo de professor de educação básica das séries iniciais, a proposta inclui incorporar à jornada normal às aulas curriculares, hoje pagas como excedentes. Além disso, o Descanso Semanal Remunerado (DSR) seria incorporado ao vencimento básico (antes era um 1/6 do valor do vencimento).
Para os professores de educação básica das séries finais, a jornada seria mantida em 27 aulas, com vencimentos proporcionais aos das séries iniciais, com a mesma formação acadêmica. Neste caso também haveria incorporação da DSR ao vencimento, proporcionando segurança nas férias, recesso e aposentadoria.
Além disso, foi feita uma proposta de Retribuição pelo Cumprimento das Metas Individuais. A ideia é de 4% de aumento no vencimento básico a cada cinco avaliações positivas, já prevista no Plano de Carreira do Magistério, além de possibilitar a antecipação do benefício.
O presidente do Sindemu (Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba), Bruno Ferreira, solicitou que a proposta seja enviada oficialmente, por escrito, para ser discutida com a categoria. Ele posiciona que a proposta será levada para análise em assembleia. Se aprovada, a reestruturação já passaria a valer a partir do próximo ano.