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Prefeito Paulo Piau e o secretário de Desenvolvimento Econômico, José Renato, com a direção da ANP no Rio de Janeiro
Com discussão em andamento para instalação de duas refinarias no país e a região do Triângulo Mineiro cogitada para abrigar um dos projetos, o prefeito Paulo Piau (PMDB) se reuniu ontem com dirigentes da ANP (Agência Nacional de Petróleo) no Rio de Janeiro para inserir Uberaba entre as alternativas em estudo para o empreendimento.
As especulações dão conta de uma possível transferência do projeto da refinaria Premium II para a região do Triângulo Mineiro. Inicialmente, o investimento foi anunciado para o Ceará, mas foi abortado pela Petrobras. No entanto, a ANP tem reiterado a necessidade de aumento da produção de combustível no país para afastar o risco de colapso no abastecimento em 2030. Com isso, o projeto pode ser retomado em solo mineiro no próximo ano.
Na reunião ontem, Piau conversou com o diretor da ANP, Waldyr Martins Barroso, e também com os superintendentes Francisco Nelson Castro Neves (Abastecimento) e Alexandre Carlos Camacho Rodrigues (Refino, Processamento de Gás Natural e Produção de Biocombustíveis). Segundo o prefeito, Uberaba foi incluída entre as cidades que serão analisadas para receber a refinaria.
Para o chefe do Executivo, Uberaba tem diversos atrativos para pleitear o investimento, como o polo industrial químico, capacidade hídrica e também vantagem logística, devido à proximidade e facilidade de acesso às principais capitais. De acordo com ele, as características dão competitividade ao município na área da indústria química brasileira. “Nossa missão é colocar Uberaba na fita, na disputa, à disposição para receber investimentos. Segundo a agência, o investimento pode ser público ou privado. É complexo, de longa maturação, mas estamos inseridos nele e com perspectiva real de um dia Uberaba ter sua refinaria”, avalia.
O estudo da ANP informa que a Petrobras não construirá mais refinarias no Nordeste, tanto devido à crise financeira da estatal quanto devido às investigações da operação Lava-Jato. No entanto, o relatório aponta que o país caminha para atingir importação de 1,2 milhão de barris por dia em 2030.
Para evitar o desabastecimento e dependência do mercado externo, a agência propôs a construção de duas refinarias: uma no Maranhão, para abastecer o Nordeste, e outra na região do Triângulo Mineiro, para abastecer o Centro-Oeste e parte do Sudeste. Na divulgação do estudo, a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, defendeu ainda que a decisão seja tomada ainda este ano, para que os investimentos sejam concluídos em meados da próxima década.