O PPS Uberaba aderiu ontem à campanha de Paulo Piau (PMDB), o 17º partido a marchar com o candidato a prefeito
O PPS Uberaba aderiu ontem à campanha de Paulo Piau (PMDB), o 17º partido a marchar com o candidato a prefeito da coligação “Uberaba merece mais”. Originalmente o peemedebista lançou-se na corrida à sucessão municipal sustentado por oito agremiações, sendo que ao fazer o anúncio da chegada dos socialistas ao seu grupo, em entrevista coletiva, adiantou-se em garantir que este apoio não passou pela negociação de cargos.
“O Alaor [Carlos, presidente do PPS] me disse que não quer cargos, mas uma boa administração, então dig o partido tem quadros para compor. Estamos formando um grupo de pessoas que quer ver Uberaba crescer, atrair mais investimentos, dar opção as jovens, melhorar a saúde, a educação, a segurança. Esse grupo será capaz de uma gestão de qualidade”, assegurou Piau, que defende fichas limpas nessa composição. Ele segue em campanha com o PMDB, PR, PP, PC do B, DEM, PSC, PMN, PTC, PRB, PRTB, PV, PHS, PTN, PT do B, PTB, PT e PPS.
Ao lado de toda Executiva da sigla, Alaor Carlos de Oliveira Júnior revelou que a decisão de marchar com o peemedebista foi tomada em uma reunião que durou oito horas, na qual primeiro os socialistas deliberaram por uma posição nesse segundo turno do pleito, já que no primeiro lançaram-se à disputa com o então prefeitável Edson Santana. Conforme o dirigente, a neutralidade em política anula o conceito de partido, ou seja, de tomar parte, ao que na sequência o grupo deliberou por seguir com Piau.
Segundo ele, a escolha foi pautada no fato de que o peemedebista e seu vice, Almir Silva (PR), representam uma candidatura ficha limpa, o que almejam os eleitores dos socialistas, que deram 4.269 votos a Santana (equivalente a 2,71% dos votos válidos). “O caminho natural do PPS era com uma candidatura que não carregava uma falsidade, que não era falsa em si mesmo, a candidatura legítima de Paulo Piau”, destacou Alaor, citando que o adversário é um laranja do governo do Estado, que aceitou esse papel porque seu hoje coordenador político, deputado Marcos Montes (PSD), não pode se candidatar porque é ficha suja.
Tanto o dirigente partidário quanto o prefeitável peemedebista minimizaram o fato de Santana ter dito em várias ocasiões que a candidatura de Piau representa os coronéis de Uberaba. Para Piau, esses fatos são parte da construção da democracia, ao que Alaor não respondeu se a ausência de Santana no palanque irá refletir na transferência de votos. Já o ex-candidato mantém a decisão de permanecer na neutralidade, respeitando a liberdade de escolha dos eleitores e daqueles que, mesmo optando por outro caminho, foram respeitosos e simpáticos à sua participação no pleito.