Será realizada amanhã abertura das propostas de preço para contratação de empresa fornecedora dos medicamentos de alto custo referentes a processos especiais e mandados judiciais. A vencedora terá contrato de 12 meses, com valor estimado de R$ 1,8 milhão. Paralelamente, o prefeito Anderson Adauto pretende organizar encontro para debater com Ministério de Saúde recursos complementares para aquisição dos remédios fornecidos por determinação da Justiça.
Segundo AA, a intenção é realizar uma reunião com os representantes do Judiciário, Ministério da Saúde, governo do Estado e demais municípios para encontrar uma solução para o problema. “Os magistrados precisam saber que quando é dada uma ordem judicial para fornecimento de remédio de alto custo, nós cumprimos, mas cada ordem diminui a capacidade de atender pacientes que precisam da farmácia básica”, salienta.
Anderson reforça que a obrigação mínima do município é investir 15% em Saúde, embora ano passado a Prefeitura tenha ultrapassado o percentual. Ele salienta também que é necessário ter um valor definido no orçamento dentro da parcela mínima de investimento para compra dos remédios. A Prefeitura atende hoje cerca de 1.000 processos especiais e 200 mandados judiciais referentes a medicamentos que não pertencem à farmácia básica. “A sociedade e os juízes precisam entender que quando a gente não consegue dar um remédio muito caro para o paciente é porque precisamos do dinheiro para atender outros 50 usuários do sistema”, alega.