Historicamente a presidência da Associação dos Municípios do Vale do Rio Grande (Amvale) é assumida pelo prefeito eleito de Uberaba, paralelamente à posse no cargo, permanecendo assim por pelo menos um ano. Não se trata de uma regra estabelecida em estatuto, entretanto, ela pode estar perto de chegar ao fim, já que a eleição para a entidade movimenta os chefes de Executivo que serão empossados a partir do dia 1º de janeiro. E com um detalhe: o enfoque é fortalecer a região.
Ao menos um nome já foi colocado para comandar a Amvale, Bruno Scalon (PSD), eleito em Sacramento, que confirmou ao Jornal da Manhã sua intenção de disputar o pleito. “Estamos conversando. Já falei com alguns prefeitos, vou falar com o Paulo Piau. Estamos encontrando alternativas para que a Amvale se concretize regionalmente como importante associação”, disse ele. O prefeito eleito de Uberaba confirma que vai sentar-se e discutir qual a melhor alternativa para poder conduzir e fortalecer a entidade, que, para ele, precisa cuidar dos interesses de todos os municípios, sobretudo na área de elaboração de projetos.
“Esse é o grande lance para ajudar os municípios da microrregião. Nessa direção todos podemos ajudar, independentemente de quem for o presidente. Claro que é preciso ter a visão de integração, mas todos os eleitos têm capacidade de presidir a Amvale”, afirmou Piau. O JM apurou que o nome de Bruno Scalon está sendo trabalhado dentro de uma linha de consenso, considerando sua relação política com o governo do Estado, que poderá trazer dividendos para toda a região.
Presidida pelo prefeito de Sacramento, Wesley de Santi, o Baguá (PMDB), – que não foi reeleito e, portanto, seu mandato termina dia 31 de dezembro –, a entidade é hoje uma referência no movimento municipalista, como observa o secretário-executivo da entidade, Antônio Sebastião de Oliveira, o Toninho.