POLÍTICA

Prefeito é julgado por suposta fraude em processo seletivo

Em meio à apreciação do processo do mensalão pelos ministros do STF, o prefeito Anderson Adauto será julgado hoje em ação penal de crime contra a fé pública

Daniela Brito
Publicado em 09/08/2012 às 10:41Atualizado em 19/12/2022 às 18:02
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Prefeito AA será julgado hoje em ação penal de crime contra a fé pública na suposta fraude em processo seletivo 

Em meio à apreciação do processo do mensalão pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o prefeito Anderson Adauto será julgado hoje em ação penal de crime contra a fé pública na suposta fraude em processo seletivo para agentes de saúde pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A ação penal está sendo julgada pelo órgão em razão do foro privilegiado a que o prefeito tem direito devido ao cargo público. Também são réus no processo-crime o secretário de Administração, Rômulo Figueiredo, e a diretora de Recursos Humanos, Lázara Abadia Gomes Ribeiro.

O julgamento será realizado a partir de 13h45 pelos desembargadores da 2ª Corte Criminal. O relator é o desembargador Herculano Rodrigues.  AA tem como advogado José Sad Filho – o mesmo profissional que vem dando andamento às ações judiciais que questionam a intervenção do PMDB no TJMG.

Conforme apurado pela reportagem, a defesa irá insistir na absolvição dos réus, alegando circunstância incontroversa na denúncia, que se baseia em precedente do Supremo Tribunal Federal. Na área cível, a irregularidade está sendo investigada em ação de improbidade administrativa, em tramitação na 5ª Vara Cível da Comarca de Uberaba.

A denúncia veio à tona por meio do então secretário de Saúde, Alaor Carlos de Oliveira Junior, em 2006. À época, ele convocou a imprensa para denunciar que o processo seletivo para contratação de 43 agentes comunitários teria sido forjado para beneficiar pessoas que não teriam sido aprovadas, como fazia crer o governo municipal. Inclusive, este foi o motivo que teria levado o então secretário a deixar o cargo.

Alaor Carlos também acionou o Ministério Público, que, por sua vez, conseguiu mandado de busca e apreensão cumulada com exibição de documentos na Justiça. Como não conseguiu obter as provas e gabaritos que confirmariam a fraude, o promotor deu voz de prisão ao então secretário e à diretora de departamento.

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