Presidente do Ipserv informa que a documentação do novo parcelamento deverá ser apresentada semana que vem ao Ministério das Cidades
Com repasses da cota patronal atrasados desde setembro ao Ipserv (Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais), Prefeitura recorreu novamente à renegociação do débito para conseguir renovar o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP). Exigido para receber recursos de financiamentos e de convênios firmados com órgãos federais, o documento venceu ontem.
A renegociação também foi utilizada na última renovação do certificado, em setembro do ano passado. Na época, o município estava com seis meses pendentes em repasses da contribuição patronal ao instituto, totalizando débito de R$2,5 milhões. O montante foi parcelado em 60 meses para emissão do novo CRP, cuja validade encerrou-se agora.
De acordo com o presidente do Ipserv, Ney Correa Filho, as dificuldades financeiras enfrentadas pela Prefeitura acabaram resultando nos problemas para o pagamento da cota patronal. Desta vez a dívida acumulada é de R$4.385.158,99, referente ao atraso nos repasses patronais de setembro de 2015 a fevereiro de 2016.
Correa pondera que a renegociação é uma alternativa segura para o instituto, pois as parcelas mensais são debitadas automaticamente do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e não há riscos de atraso. O gestor salienta inclusive que o parcelamento anterior está sendo pago rigorosamente em dia. Ele também posiciona que o contrato prevê rendimentos mais interessantes do que outras aplicações no mercado.
O presidente do Ipserv informa que a documentação do novo parcelamento deverá ser apresentada na próxima semana ao Ministério das Cidades e a expectativa é a emissão do novo CRP até sexta-feira (8). A primeira parcela já será cobrada a partir deste mês.