A perspectiva da retomada dos procedimentos eletivos em Uberaba continua baixa. Com índice semanal de ocupação de leitos em 77%, as cirurgias não serão retomadas nesta segunda-feira (16) e nem devem ser normalizadas nas próximas semanas. Dessa forma, a Prefeitura estuda novas alternativas para escoar a fila de pacientes que aguardam a liberação dos tratamentos à medida que analisa as capacidades estruturais de cada hospital na cidade.
De acordo com a secretária adjunta, Valdilene Rocha, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) discute a redefinição dos critérios de suspensão das cirurgias eletivas, mas a grande preocupação é com a asfixia da assistência à pandemia.
“Nós estamos em discussão para pensarmos em outra forma para que as cirurgias não-Covid sejam realizadas. O que tememos é que, por mais simples que seja a cirurgia, pode haver complicação. E se houver, precisamos de leito. Na condição em que estamos, não estamos confortáveis com essa utilização. Ao mesmo tempo, estamos estudando todas as possibilidades para que essas cirurgias voltem”, explicou Valdilene.
Neste empenho, a estratégia utilizada pela SMS é analisar e verificar as capacidades estruturais de cada unidade hospitalar de Uberaba. Dessa forma, é possível que algumas especialidades sejam atendidas vagarosamente, mas dando continuidade à fila eletrônica.
O coordenador do Complexo Regulador do município, Irálio Fedrigo, revelou que a fila de espera tem mais de 43 mil solicitações, mas, apesar do número expressivo, houve redução de 62% em relação ao término de 2020. Em dezembro do ano passado, eram 113 mil pedidos relacionados aos procedimentos eletivos.
Uma estratégia levantada por rumores nos últimos dias foi a destinação do Mário Palmério Hospital Universitário para tratamento exclusivo das cirurgias eletivas. Contudo, essa ideia foi totalmente descartada pela gestão.
“Com relação a deixar um hospital só para as eletivas, a gente enxerga com dificuldade. Até porque temos as Unidades de Pronto Atendimento, com urgências, que precisam ser atendidas. Focar tudo em um único prestador não é interessante. Estamos estudando a retomada, tomando a realidade de cada instituição. Nas urgências também somos referência para toda a macro, e não podemos deixar de assistir a região. A gente sabe da necessidade da retomada das eletivas e sabemos também que as eletivas acabam se urgencializando, então temos buscado alternativas para a volta”, finaliza o Irálio Fedrigo.