POLÍTICA

Prefeitura Municipal de Uberaba faz cópias para elaborar defesa

Município já tem condições de se defender na ação civil pública de improbidade administrativa, proposta pelo Ministério Público...

Marilu Teixeira
Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 17/12/2022 às 04:03
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  O Município já tem condições de se defender na ação civil pública de improbidade administrativa, proposta pelo Ministério Público, que denunciou o prefeito Anderson Adauto, o secretário de Governo, João Franco, e duas servidoras por supostas irregularidades na compra de medicamentos.   O promotor no caso, José Carlos Fernandes Júnior, solicitou o afastamento dos denunciados, pedido que foi prontamente atendido pelo juiz substituto Lènin Ignachitti. Entretanto, a liminar acabou suspensa pela juíza titular da 3ª Vara Civil, Régia Ferreira de Lima, após retorno de viagem.   Os 93 volumes que compõem o processo foram retirados do Fórum Melo Viana para que a administração municipal efetuasse as cópias. Até então o procurador-geral do Município, Valdir Dias, alegava que não poderia recorrer da decisão sem conhecer o conteúdo da ação. Na semana passada, Valdir tentava copiar os autos, antes mesmo de a juíza suspender a liminar. Cinco máquinas copiadoras estavam à disposição, assim que fosse autorizado a retirar os volumes do cartório. Ele queria pelo menos duas horas para conseguir as cópias.   O procurador disse que sem elas não saberia no que basear para fundamentar a defesa e garantiu que precisaria de no máximo cinco dias para tomar conhecimento de todo o teor e analisar a ação. Disse ainda que o Município tem a obrigação de recorrer nesse tipo de ação. A Prefeitura conseguiu um prazo de três dias para fazer as cópias, que vence hoje. São mais de 20 mil folhas que estão sendo xerocopiadas.   Segundo o procurador-geral, depois que todos os denunciados forem intimados, a defesa tem prazo de 15 dias para apresentar suas alegações. Como são vários requeridos, ele acredita num prazo de 30 dias. Tempo esse, segundo ele, hábil para a defesa. Além de Anderson e João Franco, o promotor José Carlos Fernandes denunciou a servidora Marieta de Magalhães Barbalho, a empresa Home Care Medical Ltda., o empresário Renato Pereira Júnior e a empresa River Financing Overseas Corporating.

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