O Município já tem condições de se defender na ação civil pública de improbidade administrativa, proposta pelo Ministério Público, que denunciou o prefeito Anderson Adauto, o secretário de Governo, João Franco, e duas servidoras por supostas irregularidades na compra de medicamentos. O promotor no caso, José Carlos Fernandes Júnior, solicitou o afastamento dos denunciados, pedido que foi prontamente atendido pelo juiz substituto Lènin Ignachitti. Entretanto, a liminar acabou suspensa pela juíza titular da 3ª Vara Civil, Régia Ferreira de Lima, após retorno de viagem. Os 93 volumes que compõem o processo foram retirados do Fórum Melo Viana para que a administração municipal efetuasse as cópias. Até então o procurador-geral do Município, Valdir Dias, alegava que não poderia recorrer da decisão sem conhecer o conteúdo da ação. Na semana passada, Valdir tentava copiar os autos, antes mesmo de a juíza suspender a liminar. Cinco máquinas copiadoras estavam à disposição, assim que fosse autorizado a retirar os volumes do cartório. Ele queria pelo menos duas horas para conseguir as cópias. O procurador disse que sem elas não saberia no que basear para fundamentar a defesa e garantiu que precisaria de no máximo cinco dias para tomar conhecimento de todo o teor e analisar a ação. Disse ainda que o Município tem a obrigação de recorrer nesse tipo de ação. A Prefeitura conseguiu um prazo de três dias para fazer as cópias, que vence hoje. São mais de 20 mil folhas que estão sendo xerocopiadas. Segundo o procurador-geral, depois que todos os denunciados forem intimados, a defesa tem prazo de 15 dias para apresentar suas alegações. Como são vários requeridos, ele acredita num prazo de 30 dias. Tempo esse, segundo ele, hábil para a defesa. Além de Anderson e João Franco, o promotor José Carlos Fernandes denunciou a servidora Marieta de Magalhães Barbalho, a empresa Home Care Medical Ltda., o empresário Renato Pereira Júnior e a empresa River Financing Overseas Corporating.