Governo municipal ofereceu à categoria o mesmo índice de reajuste proposto ao restante do funcionalismo
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Representantes do Sindemu estiveram ontem reunidos com o prefeito Paulo Piau e secretários para negociação salarial
Em reunião ontem com representantes do Sindemu (Sindicato dos Educadores Municipais de Uberaba), o governo municipal ofereceu à categoria o mesmo índice de reajuste proposto ao restante do funcionalism 8,8% para a correção dos salários e cerca de 4% para o tíquete-alimentação, que passaria de R$425 para R$440.
Na conversa, o prefeito Paulo Piau (MDB) posicionou que está cumprindo o acordo firmado em 2017 com o funcionalismo para cobrir o percentual não reajustado nos salários dos anos anteriores. O chefe do Executivo, entretanto, posicionou que o compromisso não se estenderia ao tíquete, por ele “se tratar apenas de um benefício”. Piau também repetiu os problemas por causa da falta de repasse de recursos do Estado e argumentou que o município precisa ser conservador na questão financeira no momento.
Na contraproposta, a Prefeitura não se manifestou sobre o cumprimento da recomendação feita no fim do ano passado pelo Ministério Público para regularizar o pagamento do piso nacional do magistério, mesmo na forma proporcional. “Em relação à determinação da Promotoria, nós vamos responder ao promotor”, disse o prefeito.
Na reunião, entretanto, o secretário municipal de Finanças, Wellington Fontes, cogitou incorporar o Descanso Semanal Remunerado (DSR) ou o tíquete-alimentação aos salários para chegar ao valor do piso e atender à Promotoria. “O educador já recebe o piso quando soma os benefícios”, argumentou.
A proposta foi rejeitada por sindicalistas, que manifestaram que a lei não permite somar benefícios no valor do piso do magistério. Para o presidente do Sindemu, Bruno Ferreira, há a necessidade de uma solução porque o município está em situação de ilegalidade. Segundo ele, a categoria esperava construir uma proposta para resolver o impasse, mesmo que de forma gradativa.
Quanto à solicitação de medidas para evitar a superlotação nas escolas, a Secretaria da Educação informou que está fazendo um mapa com a identificação e metragem de todas as salas de aula da rede para controlar o número de alunos e educadores necessários no espaço.
O Sindemu vai promover uma assembleia na próxima semana para apresentar a contraproposta do Executivo aos educadores e deliberar sobre os próximos passos da campanha salarial deste ano.