Com quase dois anos de pagamento de férias-prêmio em atraso, Prefeitura prevê retomada do acerto no segundo semestre.
Com quase dois anos de pagamento de férias-prêmio em atraso, Prefeitura prevê retomada do acerto no segundo semestre. Em média, os cofres públicos desembolsavam R$ 200 mil por mês para acertar as contas com servidores que optaram pela venda do benefício, o que representaria mais de R$ 2,5 milhões no total.
Entretanto, o cronograma informado pela assessoria de imprensa levanta dúvidas, pois a PMU já perdeu R$ 9 milhões em arrecadação no primeiro trimestre do ano e precisou bloquear quase R$ 26 milhões no orçamento até agora para equilibrar as finanças.
Sem entrar no mérito sobre data para retomada do pagamento, o secretário municipal de Administração, Rômulo Figueiredo, afirma que a parte burocrática está concluída e o processo tramita agora na Fazenda, que decide sobre a liberação do recurso. Segundo ele, o melhor para os servidores que reclamam da demora seria requerer o gozo das férias.
Rômulo ressalta também que a determinação do prefeito neste momento é incentivar que os funcionários que completaram agora 10 anos de casa saiam de férias porque a administração tem dificuldade de pagar. O secretário lembra que a medida traz complicações no atendimento, pois os servidores ingressaram no mesmo período na Prefeitura, mas é a política adotada por enquanto. “O prefeito tem orientado aos secretários que não segurem aqueles que optam por gozar o benefício”, reforça.
De acordo com o titular da Administração, no início do primeiro mandato de AA havia férias-prêmio em atraso desde agosto de 2004. O acerto foi feito mensalmente até julho do ano passado, sendo quitados os valores referentes até o dia 31 de dezembro de 2006. “Zeramos todas as férias devidas até a data. Isso deve ter dado quase dois milhões de reais”, conclui.