Um Processo licitatório chegou a ser aberto para a locação de radares, mas acabou sendo cancelado na semana passada por contenção de despesas
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Os radares estão desativados desde o ano passado, quando encerrou o contrato com a empresa anterior
Sem nova empresa para o gerenciamento de radares, a Prefeitura vai retirar os equipamentos antigos das ruas da cidade e não tem previsão para retomar a fiscalização eletrônica do trânsito. Os aparelhos estão desativados desde o ano passado, quando encerrou o contrato com a prestadora de serviço anterior.
O secretário municipal de Defesa Social, Trânsito e Transportes, Wellington Cardoso, explica que os radares pertencem à empresa, cujo contrato terminou no ano passado. Ele afirma que a Prefeitura já notificou a firma para retirar os equipamentos e a cidade ficará sem a fiscalização eletrônica até que nova licitação seja realizada.
Um processo licitatório chegou a ser aberto pela Codiub para a locação de radares, mas acabou sendo cancelado na semana passada por contenção de despesas. O contrato estava estimado em R$3,3 milhões.
Apesar da arrecadação com as multas, Cardoso pondera que a locação dos radares representa gastos para o município. Ele salienta que, em geral, as multas são pagas apenas na época da renovação anual dos documentos do veículo. Com isso, a Prefeitura precisa arcar com a despesa mensal da fiscalização eletrônica.
“A conta acaba sendo deficitária porque o cidadão não paga a multa tão logo seja autuado. Só se preocupa no licenciamento do carro, sendo que o pagamento do equipamento é mensal. Então, acaba sendo deficitário no mês a mês e a Prefeitura tem que tirar dinheiro dos recursos próprios para pagar a locação”, reforça.
Mesmo sem a presença dos radares na cidade para coibir infrações, o secretário afirma que os motoristas devem obedecer às normas de trânsito. “Não há necessidade de ter equipamento para que os limites de velocidade sejam respeitados”, finaliza.