POLÍTICA

Presidenciável do PCB diz que é preciso desmercantilizar a vida

Programa de governo do PCB para o Brasil está estruturado em três eixos, disse ontem o candidato a presidente da República pelo partido

Renata Gomide
Publicado em 29/08/2014 às 23:14Atualizado em 17/12/2022 às 08:29
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O programa de governo do PCB para o Brasil está estruturado em três eixos, disse ontem o candidato a presidente da República pelo partido, o professor do ensino superior Mauro Iasi, que cumpriu agenda de campanha em Uberaba. “Nossa proposta é simples: acreditamos que todo serviço essencial à vida, como saúde, educação, moradia e transporte, tem que ser tratado como direito e como direito tem que ser oferecido de maneira ampla pelo Estado”, afirmou.

Segundo Mauro, é preciso desmercantilizar a vida e oferecer serviços e bens essenciais como direito, criando condições para isso através da mudança na atual política econômica, contemplando o segundo eixo do programa do PCB. Nesse sentido o presidenciável defende que as privatizações sejam revertidas e o sistema financeiro seja estatizado. Ele também falou sobre a dívida pública, a qual diz que consome 43% do orçamento para garantir o pagamento de juros e serviços desta mesma dívida. “Um país com grau de necessidade de investimentos, com carências profundas em áreas estratégicas não pode vazar 43% de todo seu fundo público para o financiamento de um setor que tem alcançado as maiores taxas de lucratividade”, colocou Mauro Iasi em entrevista ao Jornal da Manhã e à Rádio JM/programa “A tarde é Nossa”.

Já o terceiro eixo do programa do PCB, diz o candidato, trata das condições políticas para realizar as demais propostas. “A gente aposta na democracia direta. Não é possível governar esse país apostando na continuidade do presidencialismo de coalizão, nessas alianças de governabilidade que hoje prevalecem, daí a ideia de um governo popular”, defende.

Conforme Mauro, a presidência precisa estar apoiada nas lutas sociais, na capacidade de mobilização da população através da constituição de órgãos de poder popular, não apenas consultivos, mas que definam a política do governo, apontando para uma correlação de forças diferenciada em que o presidente não fique refém da governabilidade com a velha política em vigor.

“Hoje, esses grupos que representam os bancos, as grandes indústrias, o agronegócio, por exemplo, monopolizam a economia do Brasil, concentram a riqueza e acabam incidindo no processo político, no financiamento de campanha, na formação do próprio Congresso, que é pressionado através de lobbies que acabam fatiando o nosso orçamento”, aponta o presidenciável. Mauro Iasi também defendeu o controle dos setores estratégicos, como o energético, de recursos hídricos, mineração, portos e aeroportos.

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