Antecipar votação da planta genérica de valores pode ser medida precipitada, conforme avaliação do presidente da Câmara Municipal, Luiz Humberto Dutra (PMDB). O parlamentar posiciona que ainda existem dúvidas entre os vereadores sobre o impacto da proposta, o que deve resultar em resistência na análise em plenário.
Dutra afirma que não sabe se a melhor estratégia é convocar a reunião extraordinária para votar a revisão da planta genérica de valores. “Acho que os vereadores estão meio arredios. Pode até pedir a sessão extra, mas não quer dizer que vai votar e aprovar”, posiciona.
Segundo o presidente do Legislativo, o ideal seria primeiro a equipe técnica se reunir com os vereadores e esclarecer o impacto previsto com a entrada em vigor da nova planta. “Tem resistência ao projeto porque não conhecem mais a fundo. Tem informação que vai aumentar muito IPTU e outros tributos. Acho que teria que sentar e explicar o que está aumentando e o porquê”, manifesta.
Dutra pondera que forçar agilidade na votação pode ter efeito reverso, com um pedido de vista do projeto e a extensão de prazo para colocar a proposta em pauta. “Precisa amadurecer um pouco a discussão. Está muito intempestivo”, acrescenta.
O interesse na convocação da extraordinária foi anunciado pelo secretário municipal de Finanças, Wellington Fontes, para agilizar a votação do projeto para, no máximo, o início de outubro. Até o momento o Executivo ainda não solicitou formalmente a reunião extra à Câmara Municipal, que retoma somente no dia 16 de outubro as atividades em plenário.