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Em nova rodada de negociação com sindicalistas esta semana, o presidente da Câmara Municipal, Ismar Marão, negou reajuste para servidores do Legislativo em 2021. A categoria reivindicava índice de 17,45%, sendo 5,45% referente à inflação do último ano.
Na reunião, o parlamentar apontou falta de amparo legal para conceder reajuste ou qualquer recomposição salarial para os servidores da Casa. A justificativa foi a lei federal que estabeleceu o auxílio financeiro da União para os municípios e em contrapartida determinou o congelamento de salários do funcionalismo, impossibilitando reajustes em meio à pandemia de Covid-19 por conta do aumento de despesas.
Outras demandas dos servidores da Câmara eram o aumento do tíquete-alimentação de R$ 700 para R$ 900, a incorporação do atual abono de R$500 ao vencimento básico e a concessão de novo abono no valor de R$100. As solicitações também foram negadas.
Segundo o presidente da Casa, apenas um dos seis itens da pauta de reivindicações será atendido, que é o seguro de vida para motoristas e motoboys da Câmara. Além disso, ele assegurou que vai analisar a possibilidade de conceder um abono natalino este ano.
O presidente do SSPMU (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba), Martinho Pereira, disse reconhecer os impedimentos legais, mas afirma que a luta por melhores condições salariais para toda a categoria será mantida.
O líder sindical posiciona que é necessário garantir a recomposição salarial devido a queda do poder de compra. Com isso, ele adianta que o caso será levado à Justiça para pressionar a Câmara Municipal a conceder ao menos o índice da inflação também aos servidores do Legislativo. A medida já foi adotada em relação à Prefeitura.