
De acordo com José Waldir, não há ameaça de perder os recursos devido à interrupção da obra da barragem (Foto/ArquivoJM)
Apesar de construção da represa no rio Uberaba estar parada há mais de um ano, Codau descartou risco de perder a verba federal destinada à obra. Em nota, o presidente da autarquia, José Waldir de Sousa Filho, rebateu questionamentos do ex-prefeito Paulo Piau (MDB) sobre a paralisação da barragem e manifestou que a providência foi tomada por questão de segurança.
De acordo com José Waldir, embora a construção da represa esteja paralisada desde o fim de 2020, a verba disponibilizada pelo governo federal engloba também outros projetos que estão em execução normal. Com isso, não haveria ameaça de perder os recursos devido à interrupção da obra da barragem.
“Quanto aos recursos, reafirmo que a direção da Codau tem total comprometimento com o dinheiro público e ciência dos fatos. A verba está em movimentação e essa fonte de recursos é dividida em mais duas metas. Ações como o Projeto Técnico Social estão ativas e a obra prevista da construção de adutora entre a Estação de Captação do rio Uberaba até a Estação de Tratamento de Água deverá iniciar em breve”, declarou o presidente da autarquia.
Além disso, a direção da companhia informou que tomou todas as providências legais para avaliar a situação em que a obra foi repassada para o atual governo e paralisação do serviço foi demandada para dirimir as inconsistências no projeto, que não contemplavam a segurança estrutural da barragem e a vazão remanescente.
Conforme a nota, a empresa Maciel Assessores foi contratada para gerenciar e fiscalizar a revisão dos projetos executivos de construção da Barragem Prainha, apontando 26 recomendações fundamentais para a segurança da barragem. O texto informa que será ainda necessário refazer as análises topográficas e projeto de sondagem do solo, que não foram validados pela Gerenciadora e a Projetista.
A direção da Codau ainda ressaltou que a empresa RHA Engenharia e Consultoria já foi contratada em maio deste ano para executar o trabalho. A expectativa é que no primeiro semestre de 2023 os projetos básico e executivo da barragem estejam concluídos, contemplando todas as adequações apontadas como fundamentais pela gerenciadora da obra.
Após finalizada a etapa de revisão dos projetos, a Codau abrirá licitação para selecionar nova construtora para finalizar a implantação da barragem. A previsão é que a obra seja retomada no ano que vem. “Não se trata de atrasos, e sim de total responsabilidade dos gestores da Codau em entregar uma obra exequível, segura e com a performance esperada no que tange ao atendimento mínimo da demanda por água no período da seca”, encerrou a nota.