O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Olavo Machado Júnior, esteve em Uberaba ontem para se reunir com sindicatos do setor e reforçar o apoio à reeleição, com chapa única, em maio. Além disso, o presidente aproveitou para anunciar o início dos estudos que vão viabilizar a construção de uma segunda unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em Uberaba.
De acordo com Olavo Machado Júnior, um estudo técnico será realizado na área sugerida pelo município para a construção da nova unidade. “Da última vez que estive em Uberaba, o prefeito lançou o desafio, junto com o deputado Adelmo Leão, e nós aceitamos. Por isso, agora nós viemos para iniciar os estudos, saber o dimensionamento que uma segunda unidade teria e para conhecer as possibilidades de localização para essa unidade, justamente para acompanharmos o desenvolvimento de Uberaba. A fábrica de amônia está aí, a Vale do Rio Doce está fazendo investimentos aqui e há empresas vindo para Uberaba justamente em função dos atrativos que a cidade oferece”, destaca.
O presidente avalia que, como a atual unidade já se encontra praticamente saturada, é importante avaliar novas possibilidades. “Estamos estudando também como otimizar essa unidade e é possível que em breve também estaremos iniciando as obras da segunda unidade que tenha uma projeção para os próximos 30 anos e que, por mais rápida que seja, acaba demorando cerca de dois anos. Acredito que o crescimento de Uberaba demanda alternativas para que a cidade e a região não fiquem carentes de mão de obra preparada e especializada para a indústria”, frisa.
Segundo o presidente regional da Fiemg, Altamir Roso, a unidade do Senai em Uberaba atende cerca de 6.500 alunos matriculados nos mais diversos cursos profissionalizantes. “Hoje, temos a previsão de fechar o ano com sete mil e poucos alunos, então já é uma demanda muito grande e o município nem recebeu todos os investimentos previstos, como Petrobras, Vale e várias outras empresas que vão se instalar em Uberaba. Por isso, temos certeza da grande necessidade dessa unidade 2 do Senai. Os cursos atingem todos os ramos da indústria leve, como panificação e calçados, até a indústria pesada, com automação, solda, mecânica, caldeiraria, elétrica industrial, entre outros. A Petrobras é uma indústria química o que abre a necessidade de criarmos novos cursos voltados para esta área, que vão atender tanto a ela quanto à Vale”, completa Roso.