O juiz defende que se proíba a distribuição de santinhos nos dias de eleição, para justamente evitar que as cidades fiquem sujas
Sergio Teixeira
Apesar do incidente, Lúcio Brito avaliou o primeiro turno como um “sucesso”
A avalanche de santinhos de candidatos espalhados pelas ruas e até mesmo na porta dos cartórios eleitorais da cidade, ontem, não pouparam nem mesmo o presidente do foro eleitoral de Uberaba, juiz Lúcio Eduardo de Brito, que machucou a perna direita ao escorregar nas peças publicitárias. Apesar do incidente que o deixou com a canela rocha e inchada – mas não o impediu de acompanhar o processo em curso –, o magistrado avaliou o primeiro turno do pleito como um “sucesso”.
“Graças a Deus foi excelente.
Não tivemos nenhum incidente de grande relevância, o que houve foi corriqueiro. Meu balanço é positivo”, disse ele em entrevista ao Jornal da Manhã, quando revelou que escorregou nos santinhos que estavam na porta do Cartório da 276ª Zona Eleitoral, após ser questionado sobre a sujeira nas ruas.
Na véspera do pleito, a Justiça Eleitoral de Uberaba conclamou os partidos políticos, coligações e candidatos a aderirem à campanha “Sujeira não é Legal”, com objetivo de justamente evitar que as vias públicas fossem tomadas pelos panfletos.
O chamado foi feito pelo próprio diretor do foro eleitoral da comarca, que ontem defendeu o endurecimento das regras para esses casos, já que em não havendo flagrante, não há que se falar em punição para quem joga esses materiais de campanha nas ruas.
“Entendo até que a legislação deveria prever a responsabilidade objetiva do candidato cujo santinho estiver jogado na rua, com pena de multa pesada e com obrigação de ressarcir os cofres públicos pela limpeza da rua”, afirmou Lúcio Eduardo de Brito. Para ele, a lei eleitoral também deve prevê que o candidato seja responsabilizado em caso de acidentes.
O juiz defende que se proíba a distribuição de santinhos nos dias de eleição, para justamente evitar que as cidades fiquem sujas e as pessoas se machuquem.