POLÍTICA

Primeiro debate entre candidatos ao governo de MG é marcado por críticas e ausência de Romeu Zema

Publicado em 08/08/2022 às 08:39Atualizado em 18/12/2022 às 21:23
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Zema falta ao primeiro debate entre candidatos ao cargo de governador de Minas Gerais | Fot Divulgação

A menos de dois meses das eleições de 2022, a corrida eleitoral começa a todo vapor. Neste domingo (7), aconteceu o primeiro debate entre os que disputam a cadeira de governador de Minas Gerais. Entretanto, o atual ocupante do cargo não compareceu.

CRÍTICA

No primeiro bloco do debate, Alexandre Kalil (PSD), apontado nas pesquisas como o segundo favorito ao posto de governador, teceu críticas sobre a forma como o governador Romeu Zema (Novo) tratou a segurança pública. Para Kalil, Zema não cumpriu a promessa de aumentar o salário dos policiais civis e militares.

O ex-prefeito de Belo Horizonte disse que "o que temos é gente ausente, sempre ausente". Fazendo referência ao fato de Zema não estar presente para debater sobre as propostas governamentais para a possível reeleição.

Kalil não foi o único. Carlos Viana (PL) também mencionou a ausência do concorrente, uma vez que gostaria que o representante do partido Novo prestasse alguns esclarecimentos, principalmente no que se refere ao aumento de 12% em dívida. Viana afirmou que "nós somos um estado falido".

Não ficando atrás, a candidata do PSOL, Lorene Figueiredo também questionou a ausência do governador.

"Ele escolheu deixar 4,5 milhões de pessoas passando fome para dar isenção aos super-ricos, milionários. Não dá para viver em um Estado em que uma criança liga para a Polícia Militar para dizer que está passando fome", declarou.

Marcos Pestana (PSDB) pontuou que Minas Gerais é carente de políticas afirmativas e reforçou que o debate é um direito da população de conhecer as propostas e saber mais sobre a forma de pensar de cada um dos candidatos.

OPINIÃO DOS ELEITORES

Não foram apenas os demais candidatos que teceram críticas ao fato de Zema não ter comparecido ao debate. Nas redes sociais, eleitores também se mostraram insatisfeitos com o comportamento do governador.

Entre memes e questionamentos, eleitores não receberam de forma positiva o fato de Zema ter se ausentado. Muitos questionaram se o governador irá participar de algum debate durante o período de campanha.

Outros questionaram se o não comparecimento seria devido a um possível receio do governador em relação ao enfrentamento de outros candidatos. Houve quem tenha "culpado" a vantagem de intenção de votos nas pesquisas, alegando que "Zema está seguindo a estratégia tradicional do político com boa vantagem nas pesquisas: fuja dos debates".

EM VOGA

Entre os presentes, alguns assuntos foram abordados, como por exemplo o regime de recuperação fiscal. Em troca do parcelamento e renegociação de uma dívida do Estado no valor de R$140 bilhões, concursos públicos e a criação de novas despesas obrigatórias têm sua realização impedida pelos próximos dois anos.

Na visão de Kalil, isso impede a abertura do Hospital Região de Juiz de Fora, uma vez que não é permitido fazer concursos para que sejam preenchidas as vagas referentes aos postos de trabalho, tornando inviabilizado o edital que já está aberto.

Viana aponta que, caso seja eleito, colocará o hospital para funcionar com estudantes da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), fazendo do local um hospital-escola.

Com a palavra retomada, o ex-prefeito da capital mineira critica o choque de gestão do governo Zema que disse estar "arrumando a casa".

"A casa arrumada do Zema, se não fosse a multa da Vale, não pagaria nem a luz do Palácio [da Liberdade]", ponderou Kalil.

O ex-prefeito afirma que em 2018 Minas Gerais devia R$28 bilhões. Atualmente, o valor é de R$58 bilhões.

Viana, em fala alinhada à do atual presidente Jair Bolsonaro, afirmou que o "Supremo tem legislado e exacerbado o seu poder", fazendo clara referência ao regime de recuperação fiscal, rejeitado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, mas que entrou em execução por liminar do STF (Supremo Tribunal Federal).

POLARIZAÇÃO DA PRESIDÊNCIA

Por falar em presidência, durante o debate a eleição para o cargo de chefe da República também esteve em pauta. Kalil e Lorene saíram em defesa dos avanços do governo Lula. Viana, por sua vez, afirmou que Bolsonaro liberou R$2,8 milhões para o metrô de Belo Horizonte e que o montante não foi usado. O candidato completou dizendo que Zema não foi dialogar com o presidente para que o dinheiro pudesse ser utilizado. Dentro da proposta apresentada, para que a verba fosse utilizada, o metrô precisaria ser privatizado. Por outro lado, Kalil citou que Bolsonaro convocou a imprensa para a inauguração da pedra fundamental da BR-367 e que até o momento, nada foi construído.

NA DISPUTA

Até o presente momento, Zema aparece liderando as intenções de voto para governador de Minas Gerais. A última pesquisa realizada pela Real Big Data, mostra Zema com 44%, seguido por Kalil com 33%. Os demais candidatos aparecem em larga distância: Viana com 8%, Pestana com 5%. Lorene Figueiredo e Vanessa Portugal têm 1% cada, enquanto Renata Regina não chegou a 1%.

 

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